Há mais de uma semana que o Matadouro do Cachão tem a sua atividade suspensa para que possa ser feita “a segunda fase de trabalhos de manutenção” nas infraestruturas e equipamentos, obras impostas pela DGAV, tendo em conta a degradação da estrutura.
Ao mesmo tempo, de acordo com a administração do Matadouro, os 23 trabalhadores estão a frequentar uma ação de formação.
Em declarações à Rádio Terra Quente, Michel Monteiro, administrador do Matadouro do Cachão, explica que “a primeira fase deste plano foi executada em novembro, depois da DGAV ter detatado algumas inconformidades”. Nessa altura, a atividade foi também suspensa.
“Decidimos avançar com a segunda fase agora para salvaguardar os maiores picos de procura dos serviços do matadouro, que acontece em dezembro, na época natalícia”, acrescenta o responsável.
Na primeira fase, indica Michel Monteiro, foi feita “uma intervenção no piso da linha de abate”. Agora, “estamos a intervir nas restantes áreas do matadouro e proceder à substituição dos tubos de água que, pelo tempo de vida que já têm, começam a ter alguns pontos de ferrugem e aproveitamos também para recordar alguns conceitos e sensibilizar os colaboradores algumas boas práticas, quer no abate, quer na higienização dos equipamentos, até porque a formação é obrigatória”, reforça.
O administrador admite que esta é uma situação que “causa bastantes constrangimentos aos nossos clientes e à empresa”, mas “se queremos manter os níveis de qualidade exigidos na área alimentar não há outra alternativa”.
O plano de manutenção da estrutura e dos equipamentos implica um investimento de 17 mil euros. A administração do Matadouro acredita que a atividade possa ser retomada ainda esta semana.



