Em Santa Marta de Penaguião, a presidente da câmara aponta como situação mais preocupante a aldeia de Alvações do Corgo, que ficou com o acesso direto à sede do concelho cortado pela interdição da ponte sobre o rio Corgo e de uma estrada junto à aldeia.
“A alternativa é ir por Peso da Régua, o que significa mais quilómetros percorridos e, numa situação de emergência, pode fazer toda a diferença”, assume.
Aqui, a principal via de ligação entre Alvações do Corgo e a sede de concelho está interdita, não só porque a devido à intensidade da água a barreira de proteção da ponte do Corgo, na Estrada Municipal 1305, entre São João de Lobrigos e Alvações do Corgo, cedeu, mas também porque a estrada está em risco de ruir, junto à antiga estação de caminhos de ferro.
“A estrada vai cair, é uma questão de tempo”, lamenta Sílvia Silva, presidente da autarquia.
“Dezenas de muros caíram, patamares completamente destruídos nas vinhas, casas atingidas, ainda agora uma ficou com os fundos soterrados, uma casa que estava em construção caiu. Temos algumas estradas cortadas e algumas situações de muito risco, com penedos a caírem nas estradas”, descreveu à Lusa o presidente da Câmara de Mesão Frio, Paulo Silva.
O autarca disse que as equipas da Proteção Civil, câmara, juntas, bombeiros e GNR não têm parado “dia e noite” e alertou para a falta de meios, nomeadamente numa câmara com a dimensão deste concelho duriense.
Para além das ocorrências em terra, em Mesão Frio há ainda preocupações com a cheia no rio Douro.
Em Sabrosa, a maior preocupação está numa fissura detetada na estrada municipal (EM) 590, em Gouvães do Douro, junto ao rio Douro, que está cortada ao trânsito. Segundo a autarquia, qualquer intervenção só será feita depois de as condições do tempo melhorarem.
Recorde-se que na quinta-feira, na aldeia de São Cristóvão do Douro, um deslizamento de terras de uma vinha destruiu um armazém, dois carros, duas moto-quatro e uma motorizada.
Na cidade de Vila Real, o dia de ontem ficou marcado pela queda de uma árvore de grande porte antes da subida da reta de Mateus, situação que condicionou a circulação rodoviária naquela zona. Já na zona da Traslar, uma parte do telhado de um prédio caiu para a rua, não havendo feridos a registar.




