Domingo, 3 de Julho de 2022

Médico e aldeia estão “de candeias às avessas”

Foi adiado, pela terceira vez, no Tribunal de Alijó, o julgamento do “processo do sino” que opõe o médico Arnaldo Mendonça à Comissão Fabriqueira da Igreja de Pegarinhos e ao Pároco desta aldeia, António Aires. Tudo por causa dos sons emitidos pela aparelhagem sineira da torre da aldeia. Desde 2001 que Arnaldo Mendonça, com a […]

Foi adiado, pela terceira vez, no Tribunal de Alijó, o julgamento do “processo do sino” que opõe o médico Arnaldo Mendonça à Comissão Fabriqueira da Igreja de Pegarinhos e ao Pároco desta aldeia, António Aires. Tudo por causa dos sons emitidos pela aparelhagem sineira da torre da aldeia. Desde 2001 que Arnaldo Mendonça, com a sua casa na Rua do Cabecinho, começou a contestar os sons emitidos, alegando que eram muito altos e que afectavam o seu descanso. Das palavras passou à acção, metendo um processo, no Tribunal de Alijó, a exigir uma indemnização, por danos morais e materiais, alegando a degradação da casa, por não a poder habitar, e invocando o cumprimento dos limites do Regulamento Geral dos Ruídos.

Esta posição não caiu bem junto da Comissão Fabriqueira da Igreja e de alguns populares que se mostram revoltados, pela atitude de Arnaldo Mendonça.

Maria Laura é um deles: “Apesar de já termos desligado as cornetas e de os sons do sino terem baixado, com o horário de funcionamento da aparelhagem a ser reduzido, ele continua a querer a indemnização e não quer que o sino toque. Ora, tudo isto é mau, para nós. Os toques orientam a vida de quem trabalha no campo. O sino até devia estar ligado de noite!” – sublinhou.

A Presidente da Junta de Freguesia de Pegarinhos, Amélia Ribeiro, também contesta o desejo do médico e defende que o sino continue a tocar.

“Às vezes, estou em casa e nem sequer o ouço”, confessou.

Ao que apurámos, o julgamento irá ter lugar em 21 de Fevereiro de 2008, e “com muito povo, à porta do Tribunal”.

 

Jmcardoso

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