Terça-feira, 6 de Dezembro de 2022
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Mel terá unidade de recolha e transformação, em Vila Pouca de Aguiar

Os produtores de mel do concelho de Vila Pouca de Aguiar poderão ter à sua disposição, no futuro, uma unidade de recolha e acondicionamento de mel. A intenção é da Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar, Aguiarfloresta, e terá pernas para andar. Além da colheita do mel, a ideia passa por criar […]

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Os produtores de mel do concelho de Vila Pouca de Aguiar poderão ter à sua disposição, no futuro, uma unidade de recolha e acondicionamento de mel. A intenção é da Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar, Aguiarfloresta, e terá pernas para andar.

Além da colheita do mel, a ideia passa por criar instrumentos de apoio ao apicultor, ao nível da extracção do produto e aconselhamento técnico. A criação de uma sala de extracção do mel é um dos objectivos previstos. Outros produtos derivados do mel, como a cera, o pólen, a própolis, a geleia real também merecerão atenção especial.

 

Desenvolver esforços, para contrariar a reduzida dimensão das explorações

 

Os produtores de mel vêem com bons olhos esta iniciativa, como é o caso de João Campos: “é importante uma associação que possa reunir os apicultores do concelho. Julgo que todos devemos estar imbuídos desta mesma vontade”.

O Presidente da Aguiarfloresta, Duarte Marques, avançou, ao Nosso Jornal, a realidade do sector do mel, no concelho de Vila Pouca de Aguiar e desvendou o que será a primeira estrutura associativa de apicultores.

“O sector apícola, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, tal como no resto de Trás-os-Montes e Alto Douro, é uma actividade tradicionalmente ligada à agricultura. Esta actividade é, normalmente, encarada como um complemento ao rendimento das explorações, existindo, contudo, uma pequena minoria de apicultores para os quais a apicultura é a base das receitas de exploração. Existem, actualmente, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, cerca de 70 apicultores, correspondendo a um universo de, aproximadamente, 100 apiários e 2.500 colmeias, tendo surgido, este ano, três novos apicultores”. Porém, no seu entender, “nos últimos tempos, tem-se verificado um acréscimo pouco significativo do número de apicultores e um ligeiro decréscimo do número de apiários e colmeias, o qual poderá ser ainda uma consequência das doenças, dos incêndios florestais e da seca que ocorreram, mais intensamente, durante os últimos anos”. Segundo Duarte Marques e tendo em conta “o diagnóstico efectuado e as estratégias do Programa Apícola Nacional, para os próximos anos, “a Associação pretende desenvolver todos os esforços para contrariar a reduzida dimensão das explorações, incentivado o aumento de produção dos apicultores existentes e o aparecimento de novos produtores”. Daí, traçar algumas ideias. Uma das mais importantes “passa pela criação/instalação de uma unidade de extracção de mel colectiva, bem como pela necessidade de investimentos, na adaptação ao normativo vigente, em matéria de licenciamento dos locais de processamento do mel”.

 

Aumentar a qualidade e evitar a venda a granel

 

Na mesma linha, pretende estimular a constituição de um agrupamento de produtores. Segundo este responsável, “a estrutura, tendo em conta os elevados custos de produção, quando comparados com os principais países competidores, deve planear e organizar as aquisições do material apícola”. Duarte Marques recomenda, também, “uma maior aposta na qualidade do produto, evitando a sua venda a granel”.

Refira-se que a Aguiarfloresta apresentou, em 2006, uma candidatura ao Programa Apícola Nacional, para o ano de 2007, visando, fundamentalmente, o apoio técnico aos apicultores, a divulgação do programa apícola nacional, bem como os produtos apícolas locais, a nível nacional e internacional.

“Em suma, propomo-nos dar prioridade, nos próximos anos, a este sector, consolidando o associativismo apícola e apostando na melhoria das condições de produção, extracção e comercialização dos seus produtos. A formação dos apicultores, tendo como objectivo a profissionalização e rentabilização do sector será, também, uma prioridade” – disse.

 

 

Feira do Mel ganha espaço nos certames agro-

-alimentares da região

 

Para a promoção do sector da apicultura, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, a Feira do Mel de Pedras Salgadas é um evento importante. Pegou de estaca e, ano após ano, vem ganhando o seu espaço nos certames agro-alimentares de Trás-os-Montes. Este ano, o acontecimento registou a visita de milhares de pessoas.

A importância deste evento é realçada pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias.

“Teve um programa bastante recheado que foi preenchido desde os doces à multiplicidade de objectos, da animação musical à divulgação das artes, evocando a ruralidade tradicional e a cultura popular”.

O público teve a oportunidade de provar e adquirir méis de extraordinária qualidade, ou não fossem produzidos em zonas de toxicidade fitossanitária quase nula e com uma flora muito característica, onde emerge a urze. Além do mel, o artesanato foi uma das atracções do certame. Um dos motivos da feira e que motivou admiração foi um cortiço gigante, com dois metros e trinta centímetros de altura e com quase um metro de largura. Foi a atracção principal da Feira do Mel e do Artesanato e resultou de uma iniciativa da Aguiarfloresta, com a colaboração de apicultores. Demorou cerca de quatro horas a montar, dadas as suas invulgares dimensões.

“É um dos maiores, senão o maior cortiço de Portugal” – garantiu João Campos, um apicultor que colaborou na sua construção. A cortiça foi colhida em sobreiros dos concelhos de Valpaços e Macedo de Cavaleiros, podendo acolher um enxame com milhares de abelhas.

Para o ano, a intenção da organização passará por recrear um “cortiço vivo”.

Durante a feira, foram organizados diversos concursos. O que foi destinado ao apuramento do mel de melhor qualidade foi ganho por Mário Pinto. Na doçaria, Maria de Fátima Alves Chaves não deixou os seus méritos por méis alheios e venceu o respectivo concurso.

 

José Manuel Cardoso

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