Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Menos 80 por cento de área ardida do que em 2006

Dois dias depois de ter terminado, oficialmente, a Fase “Charlie”, os três meses considerados de maior risco, ao nível dos incêndios florestais, tiveram resultados muito positivos. O Governador Civil, António Martinho, confirmou, ao Nosso Jornal, que 2007 poderá ser o ano mais positivo da última década, no distrito, embora ainda não se possa fazer um […]

Dois dias depois de ter terminado, oficialmente, a Fase “Charlie”, os três meses considerados de maior risco, ao nível dos incêndios florestais, tiveram resultados muito positivos. O Governador Civil, António Martinho, confirmou, ao Nosso Jornal, que 2007 poderá ser o ano mais positivo da última década, no distrito, embora ainda não se possa fazer um balanço bem “refinado”, mas as certezas vão para o sucesso, ao nível da prevenção, da primeira intervenção e da coordenação dos meios, no terreno.

No dia 30, terminou, oficialmente, a Fase “Charlie”, podendo já ser feito um balanço, no que diz respeito aos incêndios florestais, no distrito de Vila Real, onde, desde o início do ano, se registaram 676 ocorrências e um total de 848 hectares de área ardida, uma redução drástica, relativamente a 2006.

“Este ano, tivemos menos cerca de 50 por cento de ocorrências e menos 80 por cento de área ardida do que no ano passado”, contabilizou António Martinho, Governador Civil do Distrito de Vila Real.

Reconhecendo que as condições climatéricas, este ano, foram menos propícias à ocorrência de incêndios, o mesmo responsável salientou, no entanto, a “eficácia” que se verificou, ao nível da primeira intervenção.

“As equipas de Sapadores e do Exército, sedeadas nos locais mais críticos, tiveram uma intervenção muito importante, no ataque rápido aos fogos”, explicou António Martinho.

O reforço dos meios e uma maior coordenação, ao nível dos agentes, no terreno, foram, também, outros dos aspectos sublinhados.

“Já vivi três Verões, como Governador Civil, e tenho vindo a notar que a coordenação entre os meios tem vindo a melhorar, quer no quer diz respeito ao nível do comando, quer na transmissão da informação e na rapidez na intervenção”, realçou António Martinho.

A sensibilização da população, através da formação, da informação e da penalização, foi outro dos aspectos que ajudaram na redução do flagelo dos incêndios florestais, no distrito, pese embora António Martinho continue a lamentar que “ainda há cidadãos que, por desleixo ou maldade, são responsáveis por algumas das ocorrências”.

Apesar de adiantar que ainda será feita uma análise mais pormenorizada, o Governador Civil garante que “este foi um ano francamente positivo, talvez o melhor da última década”.

A Fase “Charlie”, entre 1 Julho e 30 de Setembro, mobilizou, a nível nacional, um total de 8.800 homens e 52 meios aéreos, tendo ardido, desde Janeiro, 16.605 hectares, contra os 75.335 hectares registados em igual período de 2006.

Na Fase “Delta” que começou, na Segunda-feira, e que se vai prolongar, até o final do ano, a época considerada de maior acalmia, o distrito vai contar com 94 homens, menos 12 que em igual período do ano passado, embora se disponibilize mais um veículo (num total de 21).

De recordar que, no distrito, se registaram, em 2005, 2.502 focos de incêndios que consumiram uma área superior a 35 mil hectares, números trágicos que, em 2006, foram, drasticamente, reduzidos, já que os 1,260 incêndios ocorridos consumiram, apenas, cerca de quatro mil hectares de floresta.

 

Maria Meireles

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