Segundo Vítor Sobral, secretário executivo da Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS), entidade que faz a gestão do CIARA, entre as novidades destaca-se uma nova experiência de mesa interativa, um novo jogo através de movimento humano, uma agenda/livro de visitas interativo, no qual os visitantes poderão deixar testemunhos, tirar fotografias e guardar memórias da experiência vivida neste centro educativo.
Estão previstas outras ações como novos jogos ‘quiz’, disponíveis em quatro torres interativas, permitindo aos participantes testar conhecimentos sobre a fauna, flora, património e identidade dos Lagos do Sabor.
Será ainda criado um novo espaço denominado Sala Escura, um ambiente criativo e diferenciador onde os visitantes poderão realizar desenhos fluorescentes nas paredes inspirados no território e na experiência da visita ao CIARA.
“Assim, a brincar, os visitantes continuarão a descobrir a natureza, aprender a olhar e a proteger a imensidão da riqueza que os rodeia, permitindo também sonhar e criar novas memórias sobre este território singular”, vincou Vítor Sobral.
O investimento decorre de uma das medidas compensatórias associadas à construção das barragens do Baixo Sabor, destinada à gestão e exploração do CIARA, reforçando assim a aposta na educação ambiental, inovação tecnológica e valorização deste território único.
O CIARA, que está localizado na aldeia de Felgar em Torre de Moncorvo e que abrange ainda os concelhos de Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, conta com nove anos de atividade e mais de 6.000 visitantes recebidos, sobretudo escolas e famílias.
Está ainda dotado de um Centro de Recuperação Animal e afirma-se como um espaço de referência na sensibilização ambiental, na valorização da biodiversidade e na promoção do Território Inimitável dos Lagos do Sabor, reconhecido pelos seus quatro selos UNESCO (Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica, Caretos de Podence, Geoparque Terras de Cavaleiros e o Douro Vinhateiro).
O Centro de Interpretação Ambiental integrado no CIARA nasceu com o objetivo de organizar e promover a cultura científica e tecnológica, assim como a disseminação e difusão do conhecimento sobre o território, marcado pela proximidade ao Parque Natural de Montesinho, ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, ao Parque Natural do Vale do Tua e ao Parque Natural do Douro Internacional.
“Perante a evolução das novas tecnologias e das expectativas dos visitantes, surge agora a necessidade de inovar e requalificar o Centro de Interpretação, através da adaptação e criação de novos equipamentos e experiências tecnológicas e imersivas”, referiu Vítor Sobral.





