Domingo, 1 de Agosto de 2021
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Ministra admite novas medidas para travar evolução da pandemia

O agravamento da situação epidemiológica da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo pode levar a novas medidas de contenção da pandemia e a um eventual travão no processo de desconfinamento, admitiu hoje a ministra da Saúde.

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“Sempre dissemos que as linhas dos nossos mapas de referência são indicadores que nos levam a travar ou acelerar e a tomar medidas em função daquilo que é a situação. Sabemos que estamos com um risco efetivo de transmissão elevado (1,19) e com um número de novos casos por dia que é também elevado”, afirmou Marta Temido aos jornalistas à saída da tomada de posse da nova direção da Associação Nacional de Farmácias.

Reconhecendo que a prevalência da variante Delta, inicialmente detetada na Índia, é já dominante na Área Metropolitana de Lisboa e que deverá estender-se brevemente ao resto do território nacional, a governante elencou três prioridades na resposta ao atual cenário.

“Continuar a acelerar a vacinação, garantir o acesso a testes e que esse acesso seja efetivamente utilizado pelas pessoas para saberem qual a sua situação e atuar em conformidade, e, depois, que algumas medidas de contenção do risco de transmissão sejam utilizadas. Tivemos uma delas neste fim de semana em vigor na Área Metropolitana de Lisboa e vamos continuar a acompanhar a situação e a avaliar o que é necessário fazer”, observou.

Questionada sobre a rapidez de realização dos inquéritos epidemiológicos, que, segundo o último relatório de ‘linhas vermelhas’, já estará próximo do limite de 10% fixado para os casos confirmados de covid-19 notificados com atraso, Marta Temido enfatizou não haver nesta fase problemas de resposta a este nível.

“Os rastreios estão a ser realizados dentro dos tempos com os quais assumimos o compromisso de qualidade da resposta. Neste momento, o problema a que todos assistimos esperamos que não seja de capacidade de resposta, quer de inquéritos epidemiológicos, quer do sistema de saúde”, indicou.

Em Portugal, morreram 17.068 pessoas em 865.806 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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