Sábado, 6 de Junho de 2026
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Ministro das Finanças defende uma “Marca Forte” para o Douro

Foi o repto deixado por Teixeira dos Santos aos organismos e agentes da região ligados ao sector turístico. O membro do Governo defendeu “mais exigência e mais qualidade” para a região, ao mesmo tempo, salientou a necessidade da existência de uma marca e um marketing forte para o Douro.

Estas ideias foram deixadas no Museu do Douro, na cerimónia do lançamento da “Moeda de Colecção Dedicada ao Património Mundial alusiva ao Alto Douro Vinhateiro” e, ainda, do Roteiro “Património da Humanidade na Bacia do Douro”. Presente no encerramento do evento, o Ministro das Finanças deixou bem vincado que o “Douro não é só vinho, há outros produtos que podem ser potencializados”. “É preciso fazer um grande esforço para atrair e colocar o Douro nos grandes circuitos internacionais. É um desafio que não é feito só ao Governo, mas a todos os agentes económicos que estão nesta região ”, defendeu.

Já antes, o Encarregado da Estrutura de Missão no Douro, Ricardo Magalhães, tinha sublinhado que o Douro não podia ter roteiros de tabuletas, mas sim, rotas que mobilizem”, defendendo uma “a criação de uma plataforma de informação da bacia hidrográfica, que une Portugal a Espanha, agregando, ao mesmo tempo, o património, o vinho, a água e a cultura num só espaço”.

O Presidente da Comissão e Desenvolvimento Regional do Norte, Carlos Laje, salientou que “é fundamental proteger o património do Alto Douro Vinhateiro”. Numa alusão ao livro lançado, considerou que o mesmo “contribui para romper um discurso de isolacionismo”.

O livro “Património da Humanidade na Bacia do Douro”, uma iniciativa da Fundação Rei Afonso Henriques, é uma monografia, em forma de roteiro, alusiva aos “Dez Bens” da Unesco situados na Bacia Hidrográfica do Douro.

A moeda, cujo valor é 2,50 euros, é da autoria do escultor Armando Alves e foram lançadas 150 mil. Nela, podem- -se ver no seu anverso, elementos alusivos a região, nomeadamente o rio Douro e duas folhas de videira. No reverso é representada a paisagem da região, sobressaindo o rio e os montes revestidos pelos socalcos das vinhas. Foram também emitidas 5000 em prata para coleccionadores. Estêvão de Moura, Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional da Casa da Moeda, INCM, adiantou que será lançada, em 2010, uma moeda alusiva ao património classificado do Vale do Côa.


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