O interesse em reabilitar a velha ponte metálica sobre o Douro volta, assim, à baila. Após vários projectos e intenções, o certo é que nunca se passou do papel para à prática.
Já em Junho de 2008, o presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, Nuno Gonçalves, tinha adiantado ao Nosso Jornal, que estava a tratar com as Estradas de Portugal, EP, a reabilitação da ponte de ferro. “É uma obra fundamental para preservar o nosso património e evitar a sua degradação”. “É intenção da Câmara de Peso da Régua inserir a ponte na reabilitação de todo o percurso da estrada nacional, que vai desde o cruzamento do Corgo até ao Fundo do Salgueiral”.
A autarquia, há mais de vinte anos, persegue a ideia de recuperar a velha ponte. E, ao que apurámos, se não fossem as peripécias relacionadas com o processo de substituição da antiga JAE pelo Instituto de Estradas de Portugal, IEP, todo o processo já poderia estar resolvido.
A finalidade turística da ponte com tramos de ferro, construída e desactivada pelos engenheiros da Casa Eiffel, foi sempre defendida.
Concluída, no final do séc. XIX, foi desactivada alguns anos depois com a construção de uma outra, em pedra, e que estava destinada ao caminho-de-ferro entre a Régua e Lamego, finalidade que nunca se concretizou. Há quatro anos, foi alvo de uma vistoria no que concerne ao seu estado de conservação por parte dos serviços de Coimbra do IEP.





