Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Município procura “Mentores para Imigrantes”

Desenvolvido a nível nacional, o programa de voluntariado do Alto Comissariado para as Migrações chega agora a Vila Real. O objetivo é promover a “entreajuda entre cidadãos portugueses e imigrantes”

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“A ideia é criar mais uma resposta de acolhimento e integração às pessoas que procuram o nosso país para viver”, explicou Bárbara Duque, responsável pelo Programa “Mentores para Imigrantes” que, no dia 15, foi apresentado ao Conselho Local de Ação Social (CLAS) de Vila Real.

No terreno há cinco meses, o programa, da responsabilidade do Alto Comissariado para as Migrações, já conta com 180 voluntários inscritos como mentores e mais de uma centena de imigrantes que procuram apoio. “Alguns já estão a trabalhar em conjunto e a experiência tem corrido muito bem. Espero que em Vila Real o projeto comece a funcionar, que a sociedade se entusiasme e que as pessoas se inscrevam como voluntárias em mentores.acm.gov.pt”, sublinhou a mesma responsável.

Fazer um currículo ou preparar uma entrevista de emprego, obter uma consulta num centro de saúde ou procurar um médico de família, encontrar uma escola, uma creche ou ama, conhecer o funcionamento da administração pública, analisar documentos como contratos de arrendamento. Essas são algumas das muitas questões para os quais os imigrantes podem precisar da ajuda dos seus mentores, também responsáveis, obviamente, por dar a conhecer a cultura e costumes portugueses.

“O mentor vai dispor das suas competências pessoais e profissionais para apoiar o cidadão imigrante na sua integração em Portugal, de forma a termos uma sociedade mais inclusiva, mais aberta e mais intercultural”, defendeu Bárbara Duque explicando que “qualquer pessoa pode ser um mentor, desde que tenha disponibilidade e que se interesse por esta área da imigração”.

Eugénia Almeida, vereadora responsável pelo pelouro da Coesão Social e Igualdade na Câmara Municipal de Vila Real, explicou que o objetivo da autarquia é “ter o máximo de respostas sociais possíveis” no concelho. “Existindo uma plataforma que já tem implementação no terreno e que trata todos por igual, que valoriza a interajuda, a partilha, a interculturalidade, que hoje, mais do que nunca, faz todo o sentido, aderimos desde logo a este projeto”, sublinhou.

A nível nacional já são 48 as instituições que estão a implementar o programa, sendo que na região de Trás-os-Montes e Alto Douro este só foi adotado ainda pelas Câmaras Municipais de Vila Real e Miranda do Douro.

No concelho vila-realense, o município vai trabalhar em conjunto com as instituições locais, como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, os agrupamentos de escolas e instituições particulares de solidariedade social para a referenciação de imigrantes que precisem destas ajudas, que podem parecer pequenas “mas que fazem toda a diferença na sua integração no território”.

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