Sábado, 6 de Junho de 2026
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Município reforça apoio à sanidade animal com 128 mil euros

O município de Bragança reforçou o apoio à sanidade animal com 128 mil euros, com o objetivo de reforçar a sanidade animal e ao apoio direto ao setor pecuário do concelho.

Para isso foram formalizados protocolos de colaboração com a ADS (Agrupamento de Defesa Sanitária) de Bragança e com a ACRIGA (Associação de Criadores de Gado e Agricultores), no valor global de 128.000,00 euros, com vista ao reforço da sanidade animal e ao apoio direto ao setor pecuário do concelho.

Em comunicado, a autarquia explica que este investimento “traduz-se num aumento de 29.400,00 euros face a 2025, ano em que o apoio municipal se fixou nos 98.600,00 euros, representando um crescimento de cerca de 29,8%”.

Apoio direto aos produtores

Os protocolos asseguram o financiamento das intervenções de profilaxia médica e sanitária obrigatórias, integradas no Programa Nacional de Saúde Animal (PNSA), permitindo que o Município assuma a totalidade dos custos do primeiro controlo anual.

A autarquia explica que, na prática, os criadores deixam de suportar encargos associados ao rastreio e controlo de doenças como a tuberculose bovina (teste da tuberculina), brucelose bovina (colheitas de sangue para rastreio), brucelose dos pequenos ruminantes (ovinos e caprinos), leucose enzoótica bovina e a vacinação contra clostridioses.

O objetivo é apoiar as diversas explorações do concelho, salvaguardando a saúde pública e a salubridade animal.

O reforço financeiro acompanha o aumento do efetivo animal abrangido no concelho, que tinha, em 2025, 2.850 bovinos passando para 3.170 em 2026 (+320 animais).

Nos pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) passaram de 27.930 para 33.650 (+5.720 animais).

Em 2026, os protocolos alargam ainda certos critérios de elegibilidade. “Se em 2025 o apoio incidia sobre bovinos com idade igual ou superior a 42 meses, este ano passa a abranger animais com idade igual ou superior a 42 dias (para teste da tuberculina), ampliando significativamente a cobertura”, sublinha a autarquia em comunicado.

Valorização do território 

Para além do impacto direto na viabilidade económica das explorações, os protocolos “assentam numa estratégia mais ampla de valorização dos produtos tradicionais, fixação de população no meio rural (em particular de jovens agricultores) e proteção do património natural e paisagístico do concelho”.

Com esta medida, o município “reafirma o seu compromisso com a coesão territorial, a sustentabilidade ambiental e o fortalecimento de um setor estruturante para a economia e para o emprego local”, concluiu.


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