A Câmara Municipal de Vila Real inaugurou, no dia 17, no Parque Corgo, o Mural da Biodiversidade e um conjunto de oito monólitos que revelam a riqueza natural e a história geológica daquele espaço verde localizado no coração da cidade.
Denominado “Paredes da Vida”, o mural, executado em azulejo, pode ser apreciado na parede do parque infantil situado na margem esquerda do rio, próximo do Teatro de Vila Real. “Este projeto foi um desafio que o município lançou às escolas no sentido de pintarem um mural que traduzisse a biodiversidade que existe no Parque Corgo”, explicou Adriano Sousa, vereador responsável pelo pelouro do ambiente, revelando que o trabalho selecionado pelo júri foi elaborado pelos “Vitrinistas de Gaia”, pseudónimo utilizado por um grupo de alunos da Escola Secundária Morgado de Mateus, com uma alusão à Gaia, a deusa da Terra.
A ideia inicial, recordou o vereador, previa que o mural fosse pintado na parede, no entanto, a obra acabou por ser “executada em azulejo de modo a garantir a sua perpetuação”. “Está um trabalho muito bem conseguido e é testemunho da forma como o município e as escolas, interagindo, podem dar a conhecer a nossa biodiversidade”, frisou.
No mesmo dia, a Câmara deu a conhecer os “Monólitos da Biodiversidade”, um projeto desenvolvido através do apoio científico do departamento de geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com a direção da professora Ana Alencoão e o trabalho de pesquisa de Marisa Borges, Carla Silva e Paula Lemos (antigas alunas da academia).
“São oito peças em granito distribuídas que mostram alguns dos fenómenos mais curiosos ligados ao rio e à geologia. A morfologia fluvial, a base geológica de todo o vale do Corgo, os recursos geológicos e a atividade humana são os temas tratados nos monólitos, que marcam, de forma cultural e lúdica, o cenário fabuloso do rio”, defendeu a autarquia.
Para Adriano Sousa, estas estruturas, mural e monólitos, ao oferecerem “um conjunto de informações à população em geral”, permitem que um simples passeio pelo Parque Corgo termine com uma “ideia sobre a riqueza da biodiversidade e geodiversidade ali existente”.
Relativamente ao investimento na área do ambiente, depois de concluído o Programa de Preservação da Biodiversidade, que foi criado em 2010 e envolveu um orçamento de 1,7 milhões de euros, financiados pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON 2 – O Novo Norte-QREN), a Câmara Municipal já apresentou novos projetos aos fundos europeus.
Para continuar a dar corpo à ideia de transformar Vila Real na “capital da biodiversidade”, a autarquia apresentou uma candidatura, ao abrigo do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, que soma um investimento total de mais de 324 mil euros. “Neste momento, estamos à espera que ela seja aprovada. Num conjunto de cerca de 300 candidaturas apresentadas, a nossa passou à segunda fase, por isso as coisas estão bem encaminhadas”, considerou o vereador.





