O Museu da Terra de Miranda, localizado em Miranda do Douro, reabre as suas portas ao público hoje, após um período de encerramento para obras de requalificação e ampliação que durou quatro anos. O programa de reabertura é gratuito e irá decorrer até domingo.
As obras realizadas incluíram a aquisição de três imóveis adjacentes e tiveram um custo aproximado de dois milhões de euros, maioritariamente financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), conforme recordou Celina Pinto, diretora do museu, à agência Lusa no final de setembro.
A nova experiência museológica destaca a língua mirandesa, que assume um papel central ao lado do português. Segundo a Museus e Monumentos de Portugal, “o novo percurso valoriza o património material e imaterial” e coloca em evidência não apenas os objetos, mas também as pessoas e as práticas que lhes conferem significado.
Os temas abordados na nova experiência incluem a língua e o território, a história, as artes e ofícios, o espaço doméstico, os trajes, a dança e a música. O programa inicia-se às 16:00 com uma performance comunitária intitulada “L’AMPEÇO”, desenvolvida em colaboração com as comunidades locais sob a orientação artística da Ondamarela.
Além disso, será apresentada uma exposição temporária chamada “Ramos de Oferenda da Terra de Miranda”, que se dedica à tradição associada ao ciclo agrícola e à celebração comunitária do pão. Entre as 18:00 e as 23:00 ocorrerá uma festa na Praça D. João II.
No domingo, às 16:00, está agendada uma visita guiada denominada “Loas cantadas”, conduzida pelo Grupo Etnográfico do Centro Cultural de Sendim. Fundado em 1982 por António Maria Mourinho, o Museu da Terra de Miranda possui coleções provenientes dos municípios vizinhos como Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro.



