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Na sequência de acidentes de viação, jovem ficou sem pais, no espaço de um ano

No espaço de cerca de um ano e dois meses, o Vítor viu morrer, na estrada, o seu pai e a sua mãe. Na EN 103, pelas 9 horas de Sexta-feira, a 500 metros do cruzamento de S. Vicente da Chã e a 5 km de Montalegre, acabou por perder o seu pai, quando a […]

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No espaço de cerca de um ano e dois meses, o Vítor viu morrer, na estrada, o seu pai e a sua mãe. Na EN 103, pelas 9 horas de Sexta-feira, a 500 metros do cruzamento de S. Vicente da Chã e a 5 km de Montalegre, acabou por perder o seu pai, quando a viatura em que este seguia se despistou, embatendo num pequeno poste de ferro de uma placa de trânsito.

A sina trágica familiar de Vítor Teixeira já tinha sido iniciada, em Dezembro de 2006. Na altura, viu a sua mãe, Alice Teixeira, de 55 anos, perder a vida, num acidente de viação, na zona de Viade de Baixo (Pisões), num choque frontal com outra viatura, também na EN 103, a sete quilómetros do local do acidente agora registado. O seu pai, Alcides Martins Teixeira, de 56 anos, circulava no sentido Pisões-Montalegre, dirigindo-se para a sua empresa, a Aquecicávado, situada na vila barrosã, onde tinha, também, uma loja de equipamentos de aquecimento doméstico. O seu filho (que o acompanhava, na viatura), ao que apurámos, já tinha “estranhado” que o carro onde o pai seguia andasse à deriva, numa curva, antes do cruzamento. Apesar da violência do embate, a morte de Alcides Teixeira pode ter sido causada por motivos de doença e não do choque que se verificou, uma causa sustentada por alguns familiares do comerciante. Aliás, o próprio veículo não apresentava estragos consideráveis. A vítima sofria de diabetes e de problemas cardiovasculares. Foi operado e chegou a estar internado, recentemente, no Hospital de Vila Real.

Quando os Bombeiros Voluntários de Montalegre e a Ambulância de Suporte Imediato de Vida do INEM chegaram ao local, Alcides Teixeira “já não dava sinais de vida”.

No mesmo veículo, seria assistido o seu filho. Depois, ambos foram transportados para o Centro de Saúde de Montalegre.

Sem pai e sem mãe, apenas com um irmão mais velho, Vítor vai continuar a viver com a sua avó, em Friães, situação que já acontecia, ultimamente, devido à doença do seu pai, natural de Ferrel e com residência em Padrões (Venda Nova).

Vítor Teixeira, de 13 anos (antes do acidente se registar tinha pedido ao seu pai para parar, pois notou que ele ia já com os olhos quase fechados), recebeu tratamento psicológico, no Hospital Distrital de Chaves. Segundo um seu familiar próximo “encontra-se muito abatido e chocado com a sequência trágica de acidentes que lhe levaram a mãe e o pai”.

Quanto às causas da morte, um acidente vascular é a tese mais apontada.

 

Jmcardoso

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