Na quarta-feira à noite, a Praça General Silveira recebeu as atuações do Grupo de Folclore Vila Medieval de Santo Estêvão e do Grupo Alegres Tradições de Vilela do Tâmega.
Entre o público, Idalina Silva elogiou e defendeu a continuidade da iniciativa.
“Gostei muito. Acho que fazem bem em divulgar as nossas tradições. O município está de parabéns, fez uma boa aposta na cultura e deve continuar”, afirmou.
Leonor Esteves, natural de Chaves e emigrante há 48 anos, associou os espetáculos à memória e à ligação às origens.
“A tradição deve manter-se. Adoro música portuguesa e ranchos portugueses e, quando tenho possibilidade, mesmo no país onde vivo, gosto de assistir. É uma forma de recordar a minha infância e as minhas origens”, declarou.
Convívio e tradição
Já Maria Alves destacou a importância das atividades para promover o encontro entre as pessoas.
“Se ficássemos em casa, o que íamos fazer? Dormir. Assim, vimos, divertimo-nos, encontramos amigos e recordamos músicas da nossa infância. Acho muito bem e vou continuar a acompanhar”, disse.
Sandra Sousa, que aproveitou a noite para sair com o marido, valorizou sobretudo a transmissão da cultura popular às gerações mais novas.
“Os ranchos folclóricos representam partilha e tradição. A envolvência das crianças é muito importante, porque devem levar consigo o legado e a marca de um povo. O nosso povo precisa de sair à rua, sentir e vivenciar esta cultura”, sustentou.
Noites culturais
O vice-presidente da Câmara de Chaves, Tiago Caldas, explicou que a programação foi criada para assegurar uma oferta regular durante o período em que o concelho recebe emigrantes e mais visitantes.
“Entendemos que era importante manter uma atividade muito dinâmica de animação de verão. Como cidade turística, com 315 mil dormidas em 2025, considerámos que devíamos ter animação constante e periódica durante julho e agosto”, afirmou.
Às segundas-feiras, o programa privilegia bandas filarmónicas e grupos de música ligeira. As quartas-feiras são dedicadas ao folclore e às concertinas, enquanto as sextas-feiras recebem cinema ao ar livre. A primeira sessão de cinema registou uma adesão superior à prevista, levando o município a rever a disposição do espaço para aumentar a capacidade.
Aos sábados, estão previstas atuações de DJ em zonas comerciais, de restauração e de bares, além de uma noite dedicada ao comércio, com estabelecimentos abertos até mais tarde e animação no centro histórico. O calendário inclui ainda a Festa do Emigrante, a Festa dos Povos e um festival internacional de grupos folclóricos.
O vice-presidente rejeitou a ideia de que a programação representa apenas despesa em festas.
“Quando ativamos um rancho, uma banda filarmónica ou um grupo de música ligeira, estamos a valorizar os nossos agentes culturais, a criar oferta para quem nos visita e a gerar dinâmica para a hotelaria, a restauração e o comércio”, declarou.
O objetivo passa também por aumentar a estada média dos turistas.
“Queremos criar condições para que os visitantes fiquem mais de duas noites. O retorno deste investimento para o território será seguramente superior ao valor aplicado na contratação das atividades”, concluiu.

