Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Entrevista“Não vale a pena pensar na regionalização enchendo a boca como no passado”

“Não vale a pena pensar na regionalização enchendo a boca como no passado”

“Sou transmontano, um regionalista convicto e uma pessoa que sempre combateu as assimetrias regionais e isso vai refletir-se, com toda a certeza, nas minhas decisões”

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Sendo natural de Vila Real, como foi para Mirandela, onde acabou por se tornar presidente da Câmara Municipal? Gostaria de saber um pouco sobre as suas origens.
A mim aconteceram-me sempre as coisas sem pensar muito nelas. Nasci em Abaças, em Vila Real, há 61 anos, mais propriamente em Fontelo, numa família humilde que tratava de terrenos, ainda que o meu pai fosse também comerciante. Era uma família típica da aldeia, que mandavam alguns filhos estudar, em que, por norma, na altura, era sempre o mais velho que acabava por ter mais oportunidades. Desta forma, quando terminei a 4ª classe em Abaças, fui para o seminário em Vila Real até ao 5º ano antigo, em que estive interno, e depois fiz o 6º e o 7º fora, no liceu Camilo Castelo Branco. Mais tarde, fui para a Universidade de Coimbra frequentar o curso de Direito. Na universidade havia, portanto, aquelas lutas académicas relacionadas com a política estudantil e, por conseguinte, com o associativismo, pelo que em 1981/82 integrei as listas da associação académica, tendo sido vice-presidente da Assembleia Magna da Universidade de Coimbra e, com isso, pertenci também à Juventude Social Democrata (JSD), o que marcou o início da minha carreira na política. 

A minha esposa é de Mirandela, o que justificou a minha vinda para esta cidade. Como também já trazia alguma iniciação política, fui convidado para fazer parte das listas do PSD para a câmara, numa primeira fase, em segundo lugar, para as eleições que viríamos a perder. Foi logo uma boa experiência política, porque se aprende mais quando se perde do que quando se ganha. Entretanto, nas eleições seguintes, já ganhámos. Fui presidente da Câmara de Mirandela, de 1996 a 2013. 

Referiu que foi com alguma “surpresa” que reagiu à escolha de Rui Rio, porquê?
O lugar estava ocupado.

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