Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
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Nas montanhas do Fradinho

Descobertos dois monumentos megalíticos Dois monumentos megalíticos foram identificados, nas montanhas do Fradinho, no âmbito da realização do Inventário do Património Imaterial da Região Duriense, pelo Museu do Douro, sob a coordenação científica do escritor e investigador Alexandre Parafita. Segundo este investigador, tais monumentos, situados numa zona escarpada e inacessível, são contíguos entre si e […]

Descobertos dois monumentos megalíticos

Dois monumentos megalíticos foram identificados, nas montanhas do Fradinho, no âmbito da realização do Inventário do Património Imaterial da Região Duriense, pelo Museu do Douro, sob a coordenação científica do escritor e investigador Alexandre Parafita.

Segundo este investigador, tais monumentos, situados numa zona escarpada e inacessível, são contíguos entre si e ambos compostos por câmaras poligonais, cobertas por gigantescas tampas monolíticas, assemelhando-se a antas ou dólmens.

Por considerar poder tratar-se de testemunhos pré-históricos de valor incalculável que poderão ajudar a aprofundar o estudo da civilização e presença humana neste território do Douro-Sul, desde o período Neolítico, Alexandre Parafita comunicou o achado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), com a respectiva documentação fotográfica e um mapa rudimentar, a fim de poderem ser tomadas as medidas de estudo e salvaguarda que se justificarem.

O investigador afirmou ter encontrado estas estruturas quando procurava contextualizar territorialmente duas lendas que correm na memória oral, há muitas gerações, as quais aludem à presença, na zona, de dois povos pré-históricos rivais, identificados, por alguns idosos, como “Mouros” e “Maias”. Segundo uma das lendas, por si recolhida, estes povos enfrentaram-se no leito do rio Távora, junto à chamada Ponte do Fumo, onde os “Maias” buscavam as águas sagradas, para se banharem. Numa dessas ocasiões, os “Mouros” caíram sobre eles, chacinando-os e extinguindo-os.

Estes e muitos outros registos lendários da região duriense foram publicados no primeiro volume da obra “Património imaterial do Douro: narrações orais (contos, lendas, mitos)”, lançada, no mês de Dezembro, pelo Museu do Douro.


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