Descobertos dois monumentos megalíticos
Dois monumentos megalíticos foram identificados, nas montanhas do Fradinho, no âmbito da realização do Inventário do Património Imaterial da Região Duriense, pelo Museu do Douro, sob a coordenação científica do escritor e investigador Alexandre Parafita.
Segundo este investigador, tais monumentos, situados numa zona escarpada e inacessível, são contíguos entre si e ambos compostos por câmaras poligonais, cobertas por gigantescas tampas monolíticas, assemelhando-se a antas ou dólmens.
Por considerar poder tratar-se de testemunhos pré-históricos de valor incalculável que poderão ajudar a aprofundar o estudo da civilização e presença humana neste território do Douro-Sul, desde o período Neolítico, Alexandre Parafita comunicou o achado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), com a respectiva documentação fotográfica e um mapa rudimentar, a fim de poderem ser tomadas as medidas de estudo e salvaguarda que se justificarem.
O investigador afirmou ter encontrado estas estruturas quando procurava contextualizar territorialmente duas lendas que correm na memória oral, há muitas gerações, as quais aludem à presença, na zona, de dois povos pré-históricos rivais, identificados, por alguns idosos, como “Mouros” e “Maias”. Segundo uma das lendas, por si recolhida, estes povos enfrentaram-se no leito do rio Távora, junto à chamada Ponte do Fumo, onde os “Maias” buscavam as águas sagradas, para se banharem. Numa dessas ocasiões, os “Mouros” caíram sobre eles, chacinando-os e extinguindo-os.
Estes e muitos outros registos lendários da região duriense foram publicados no primeiro volume da obra “Património imaterial do Douro: narrações orais (contos, lendas, mitos)”, lançada, no mês de Dezembro, pelo Museu do Douro.





