Vila RealNovos estatutos esperam homologação

Novos estatutos esperam homologação

Até Setembro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deverá pronunciar-se sobre os novos estatutos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), um documento que, segundo Tiago Sá Carneiro, Presidente da Associação Académica, “irá definir o futuro” da academia trasmontana, “nos próximos 15 anos”. Segundo o representante dos alunos, os novos estatutos, aprovados […]

Até Setembro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deverá pronunciar-se sobre os novos estatutos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), um documento que, segundo Tiago Sá Carneiro, Presidente da Associação Académica, “irá definir o futuro” da academia trasmontana, “nos próximos 15 anos”.

Segundo o representante dos alunos, os novos estatutos, aprovados no final de Maio, por “unanimidade e por aclamação”, no seio da UTAD, entre outras mudanças, significará uma “reorganização do modelo de gestão”.

“Queremos um modelo mais dinâmico, mais coeso e de maior amplitude”, defendeu o dirigente associativo, referindo, por exemplo, “a descentralização das competências actuais, com a criação de cinco escolas”, uma medida que visa “aumentar a eficiência, uma vez que grande parte dos poderes das escolas irão estar descentralizados”, tirando sobrecarga “a toda a Reitoria, especialmente ao Reitor” e dando “mais responsabilidade e competências aos departamentos” que serão reduzidos a doze.

Assim, os estatutos vão ser responsáveis pela “reorganização e composição” em áreas estratégicas, com a criação das cinco escolas: das Ciências Agrárias e Veterinárias, das Ciências e Tecnologias, das Humanas e Sociais, da Vida e do Ambiente e da Enfermagem, adiantou Tiago Sá Carneiro.

O reordenamento da oferta educativa e o reforço da investigação são outros dois propósitos da UTAD, para os próximos anos.

Satisfeito com o documento final que foi enviado para homologação pela tutela, o representante dos alunos sublinhou o facto de, ao contrário do que era esperado, devido à adaptação dos cursos ao tratado de Bolonha, não houve uma redução da representatividade dos alunos nos órgão de governação da UTAD, sendo de realçar, inclusivamente, a criação da figura do Provedor do Estudante, “alguém que irá zelar pelo interesse dos alunos, não só no contexto académico, mas, também, em matéria de acção social”.

Os novos estatutos também se pronunciam sobre as praxes académicas, permitindo a realização destas, dentro da Universidade, “sempre numa perspectiva de não prejudicar os restantes elementos da academia”.

“Estipula-se um período de praxes. Mas, assim que a AAUTAD ou o Conselho de Veteranos achar por bem realizar actividades de carácter cultural ou recreativo, após esta data, não será de todo impeditivo, visto que, se for feito com responsabilidade e prudência, o espírito irá manter-se, por muitos anos”, sublinhou Tiago Sá Carneiro.

Depois da “luz verde” do Ministério do Ensino Superior que deverá pronunciar-se até Setembro, a UTAD terá seis meses para pôr em prática os novos estatutos.

 

MM

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