A requalificação do Cais do Pinhão, o projecto de integração e promoção do Douro na “Rede Internacional de Destinos Geoturismo” da National Geographic Society, e a implementação de três novos centros de informação turística em Lamego, Moncorvo e Penedona foi o “pacote” de investimentos contratualizados, que irão trazer mais-valias ao Douro, ao nível da logística fluvial e da promoção internacional.
O objectivo passa por atrair mais turistas à região. O presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo, chamou a atenção para que o Douro tenha turismo todo o ano e o presidente da Turismo do Douro, António Martinho, salientou que, com o contrato assinado, a região passa a ser divulgada em 3 mil postos de venda da National Geographic. Na mesma linha, o chefe de Estrutura de Missão no Douro, Ricardo Magalhães, sublinhou que “os projectos só fazem sentido se forem concretizados”, focando a necessidade “de colocar a região no mapa mundial do turismo”. Mário Rui Silva, gestor do ON 2, falou da importância da assinatura dos contratos e o seu reflexo no desenvolvimento do sector turístico na região do Douro.
No que concerne à requalificação do cais do Pinhão, a obra prevista vai duplicar a capacidade de acostagem do cais e possibilitará o acolhimento de 32 embarcações de recreio de médio e grande porte. Será instalado um cais flutuante com 84 metros de comprimento, ao mesmo tempo prevê a transferência de um pontão de banhos para a margem esquerda do rio Pinhão. O investimento rondará os 735 mil euros e terá como promotor o IPTM.
Números do turismo fluvial
O responsável pela delegação do IPTM – Douro, Joaquim Gonçalves, deixou alguns números sobre a navegabilidade turística e a sua sustentabilidade. “A associação da componente ferroviária com a navegação fluvial é imperativa, bem como continuar a apostar na requalificação das infra-estruturas existentes”. O dirigente deixou ainda um desafio aos operadores turísticos fluviais para acostarem as embarcações/hotéis, que estão em permanente funcionamento ao longo da via navegável, de forma a combater a sazonalidade.
O Douro fluvial proporciona 25 milhões de euros em negócio directo, ao mesmo tempo, por ano, tem 200 mil clientes em viagens a partir das pontes (250 mil em pequenos percurso). No alojamento, Joaquim Gonçalves assumiu que já são disponibilizados 477 quartos em embarcações/hotéis, num total de 954 camas.
De sublinhar que, em 2013, o operador francês de Estrasburgo, Cruise Europe, deverá ter a navegar no Douro um outro navio/hotel.



