A Economia, estranha matemática dos cifrões, tem destas descobertas: o montante de dinheiro que todos os anos acrescenta a fortuna dos mais ricos, é igual à que se escapa dos bolsos dos mais pobres. Vistas as coisas por este prisma, também se pode concluir que, no mundo, o dinheiro não se acrescenta, mantém-se. Então, trata-se de uma transferência com muito de abjecto e contrário a uma das regras fundamentais do capitalismo: a circulação do dinheiro. Entre circulação e transferência, há uma diferença abissal, tão grande como a distância que vai crescendo entre ricos e pobres. O dinheiro devia andar por aí, de um lado para o outro, agora nas mãos de uns, logo a seguir
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