O acordo ortográfico

Como alguém disse, em relação à política, em que se defende que esta é demasiada séria (ou importante) para ser deixada, exclusivamente, aos políticos, o mesmo se pode aferir em relação à língua. Por isso, os linguistas que declaram, semi-ofendidos, que deveriam ter um papel preponderante no que concerne ao acordo ortográfico (ou reforma ortográfica) […]

Como alguém disse, em relação à política, em que se defende que esta é demasiada séria (ou importante) para ser deixada, exclusivamente, aos políticos, o mesmo se pode aferir em relação à língua. Por isso, os linguistas que declaram, semi-ofendidos, que deveriam ter um papel preponderante no que concerne ao acordo ortográfico (ou reforma ortográfica) estão, implicitamente, a instituir-se como os verdadeiros donos da língua, mesmo que advoguem o argumento mais vulgar de todos – que vem nos manuais – que defende que a língua é de todos, isto é, dos falantes.

Neste sentido, importa sublinhar que, no que diz respeito a uma espécie de desamarramento linguístico, é no Brasil que tudo se inicia. Na verdade,

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