Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025
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O Dia da Mãe ou a verdade da Família

À medida que se aproxima a celebração do “Dia da Mãe”, 4 de Maio, primeiro Domingo do Mês de Maria, parece que são ainda mais intensos os ecos da celebração do “Dia do Pai”, 19 de Março, dia dedicado a S. José. É, sem dúvida, notória a interligação entre as duas festividades, pois ninguém concebe […]

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À medida que se aproxima a celebração do “Dia da Mãe”, 4 de Maio, primeiro Domingo do Mês de Maria, parece que são ainda mais intensos os ecos da celebração do “Dia do Pai”, 19 de Março, dia dedicado a S. José. É, sem dúvida, notória a interligação entre as duas festividades, pois ninguém concebe José sem Maria e Maria sem José, imagens do Homem e da Mulher arrancadas ao mundo granítico da humildade, para se entregarem, sem reservas, ao mistério sublime da Redenção.

Pai e Mãe singulares, escolhidos para constituírem o modelo perfeito da Família com o seu Filho chegado Homem-Deus a um mundo onde seria sinal de contradição, como, profeticamente, revelara Simeão e no-lo relata S. Lucas. Terá nascido, nesta revelação, a primeira tristeza de José que, assim, partilhou o sofrimento da Esposa e anteviu a grandeza do Menino, cuja missão lhe fora anunciada pelo Anjo: – “Maria dará à luz um filho a quem porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

Nova angústia (e talvez a última, para o pai) se apoderará dos dois corações, fundidos pelo amor matrimonial, naqueles três dias em que Jesus, aos doze anos, desapareceu, a meio do itinerário, no regresso da peregrinação à Cidade Santa de Jerusalém. A solicitude de mãe cresce entre a consternação e a alegria, entenderiam a vida no lar sem Jesus, cujos passos acompanhavam, permanentemente, enchendo a alma de júbilo, perante o crescimento do Filho “em sabedoria e em graça”. José, Maria e Jesus erguiam, desta forma, o paradigma do lar que muitas gerações haviam de considerar como o símbolo da vida em comum e a maneira de traduzir a união mais íntima do homem e da mulher no convívio dos filhos. Com efeito, o lar é o espaço sagrado da família em que, dia a dia, acontece a partilha do pão, do amor, do sacrifício, do sofrimento… O lar é o santuário da reconciliação, em cujo altar se imolam egoísmos e fraquezas e se depõem as oferendas na aceitação dos seres que as apresentam, reconhecendo defeitos e virtudes.

Em qualquer lar deveria brilhar a luz e crepitar o fogo, já que uma e outro materializam a palpitação da vida de quem nele habita, como acontecia no lar de Nazaré. José, Maria e Jesus encarnaram e encarnam a luz que ilumina os lares de todo o mundo e o fogo que derrete o gelo das incompreensões, dos desentendimentos, das indiferenças…

A família de Nazaré continua a ser um alerta para a sociedade actual, tão abalada nos alicerces que a estruturam. Surgem ligeiras oscilações e logo o matrimónio inicia um processo de desmoronamento. É fácil de percorrer o caminho que conduz ao divórcio declarado, por vezes sem hipótese de recurso ao diálogo. E o número de divórcios cresce, como aumenta o número de casamentos entre divorciados. Sob o mesmo tecto, habitam, por razões lógicas, filhos que não são dos mesmos pais. Estalam crises que levam homens e mulheres, pais e mães, filhos e irmãos a perderem o rumo da sua própria identidade. Rasgam-se feridas que ou não fecham ou deixam, nas cicatrizes, as marcas dos inúmeros conflitos que alguns ou todos não quiseram resolver ou, quando quiseram, era demasiado tarde.

Mas, creio bem, a família sairá vencedora destas crises, como vencedora saiu já de outras, embora haja quem diga que a História não se repete.

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