Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021

“O Governo vai compreender que é uma solução melhor”

Na última quinta-feira foi debatida na Assembleia da República a petição pública que reuniu mais de quatro mil assinaturas em defesa da criação de uma Unidade Local de Saúde no Alto Tâmega, bem como quatro projectos de resolução apresentados pelos vários grupos políticos. João Baptista está agora expectante em relação à decisão do Governo.

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Dentro de, “no máximo”, um mês a temática da criação da Unidade Local de Saúde (ULS) no Alto Tâmega deverá regressar à Assembleia da República, desta vez num documento único que agrupará as quatro propostas de resolução apresentadas por vários grupos parlamentares, nomeadamente o PCP, Os Verdes, o PSD e o PS, explicou, ao Nosso Jornal, João Baptista, presidente da Câmara Municipal de Chaves.

Os projectos de resolução, que são ainda apoiados pelo Bloco de Esquerda e pelo CDS-PP, foram entregues, no dia 24, à Comissão de Saúde da Assembleia da República, que agora deverá apresentar um documento único que irá “recomendar ao Governo” a criação da ULS.

“Estamos convictos de que é uma solução melhor que a que existe actualmente, e que o Governo vai compreender isso”, sublinhou o autarca flaviense, responsável pela dinamização da petição pública que reuniu mais de quatro mil assinaturas em defesa da criação da ULS no Alto Tâmega.

Apoiado pelos seus congéneres dos concelhos de Boticas, Montalegre, Valpaços, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, também signatários da petição, João Baptista defende que há que “encontrar um caminho melhor quando sabemos que a situação não está bem”.

O edil fala da “desqualificação” de que o Hospital de Chaves tem sido alvo, desde há três anos, aquando da sua integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD). “Os factos contribuem decisivamente para a desconfiança que marca a atitude das populações perante a resposta do Serviço Nacional de Saúde na região. Já não se acredita na capacidade do Conselho de Administração do Centro Hospitalar para reverter esta situação”, explica.

Entre os “factos” estão, por exemplo, a perda de funcionários, a redução, praticamente para metade, do número de médicos, o encerramento dos serviços obstetrícia (maternidade), nefrologia, imunoalergologia, imunohemoterapia, medicina forense e ainda as promessas não cumpridas ao nível dos investimentos (ampliação e modernização do bloco operatório e do recobro, etc.).

A criação da ULS foi proposta pela primeira vez, pela Câmara Municipal de Chaves, em 2006. “Na altura, o Governo não entendeu que essa seria a solução”, lembra o autarca sobre o momento que surgiu a decisão da integração do Hospital Flaviense no CHTMAD.

João Baptista considera que as reivindicações e justificações apresentadas pela Região do Alto Tâmega são idênticas às que levaram o Governo a aprovar a criação das várias ULS já criadas em Portugal.”Existe perto de uma dezena, e algumas (Castelo Branco e Guarda) não têm uma dimensão distrital”, sublinhou o mesmo responsável político.

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