O mundo fantástico do futebol

Existe, em Portugal, uma dimensão (desculpem esta junção vocabular) psicossocioprofissional paralela à que os cidadãos comuns absorvem no seu quotidiano. É o futebol. No entanto, apesar desta espécie de “twilight zone”, este desporto ocupa, nas televisões, um lugar incontestado. Não só nas televisões, mas na generalidade da imprensa. Os jornalistas que gravitam em redor do […]

Existe, em Portugal, uma dimensão (desculpem esta junção vocabular) psicossocioprofissional paralela à que os cidadãos comuns absorvem no seu quotidiano. É o futebol. No entanto, apesar desta espécie de “twilight zone”, este desporto ocupa, nas televisões, um lugar incontestado. Não só nas televisões, mas na generalidade da imprensa. Os jornalistas que gravitam em redor do fenómeno defendem-se, afirmando que o mesmo se passa nos outros países. No entanto, estou propenso a crer que não é bem assim. Em Portugal, o futebol adquire contornos (quase) patológicos. Viu-se no recente Campeonato Europeu, em que tudo o que era importante deixou de ser o jogo (opções técnicas, desempenho de alguns jogadores, etc.), para passarmos a ser inundados com

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