Estamos à porta de mais uma edição da Feira da Caça e Turismo. Quais são as expectativas?
A expectativa é enorme. É uma aposta clara deste executivo numa nova tenda, que pretende prolongar, por assim dizer, a estadia das pessoas, com foco na diversão noturna com mais segurança.
Qual é o impacto económico no território?
Em termos do investimento das pessoas que nos visitam, é enorme. Estamos a falar de 800 caçadores e não nos podemos esquecer que muitos deles trazem as famílias. Isto tem um impacto enorme na nossa economia e positivo. Não é apenas no alojamento ou restauração. É um impacto que nós queremos, obviamente, melhorar.
São 280 mil euros de orçamento para a 28.ª edição da feira. É o maior até agora?
Sim, houve um pequeno aumento, a pensar na diversão noturna e em receber as pessoas, mas apostar, também, nos artistas, porque nunca houve artistas e grupos a tocar na feira da caça. Estamos a tentar mudar isso e aproveitar para prolongar a estadia de quem nos visita.
A ideia é falar também de turismo e trazer mais turistas?
Não nos podemos esquecer que é a Feira da Caça e do Turismo e a ideia é haver um maior retorno para o nosso concelho. Obviamente, havendo mais visitantes, seja na parte da caça, seja na parte do turismo, ganhamos todos.
É uma altura do ano muito forte para a região, porque depois há o Entrudo. Há ideias ou planos para prolongar estes dois eventos?
Acho que a Feira da Caça tem o seu espaço bem delineado e bem representado. Tentamos ter dois momentos diferentes e penso que o conseguimos. Também temos que pensar que, além de estarmos no nosso concelho, estamos integrados na zona norte e nesta altura, como bem sabemos, há outros eventos noutros locais que também acontecem. A ideia é não sobrepor esses eventos.
“Estes certames passam por mostrar aquilo que temos. Por isso, faz todo o sentido dar aos artistas locais esse valor”
Tem alguma estimativa para os resultados económicos desta edição?
Não quero adiantar números, mas obviamente que estamos otimistas e o objetivo é que o impacto na economia seja elevado. Em termos de visitantes, queremos superar os números do certame anterior, não só na questão das entradas, mas, também, em prolongar a estadia. Isso acabará por fazer girar a economia local.
Qual é a atividade mais participada pelos 800 caçadores inscritos?
As provas mais participadas são sempre as montarias. Os caçadores não vêm sozinhos, a maior parte deles traz a família e temos que estar preparados, não só em termos de alojamento, mas em termos de atividades na feira para as famílias. Têm que existir essas atividades, que que as façam ficar e, obviamente, gostar e voltar.
A edição de 2026 ainda não começou, mas já há planos para 2027, por exemplo para aumentar o número de outras atividades, como os concertos?
Sim, essa é a ideia. Em termos de Feira da Caça, estamos bem direcionados. Sentimos a necessidade de criar condições para prolongar a estadia das pessoas na feira. Onde identificamos que há margem para evoluir é na questão da animação noturna e nos concertos. Por isso, fará todo o sentido começarmos a pensar e apostar nisso para 2027. Este ano, passamos a animação para uma tenda para que tenha mais condições e segurança. Tudo isto são apostas e vamos ver a reação, mas penso que será positiva.
Os artistas são locais?
Sim, é uma aposta nossa. Estes certames passam por mostrar, ainda que a temática seja a caça e o turismo. Por isso, faz todo o sentido dar aos artistas locais esse reconhecimento. Seja um DJ, sejam bandas. Por exemplo, vamos ter os Caretos de Podence e também os Caretos das Arcas, porque tentamos, ao máximo, mostrar o que temos de melhor.
Cada pessoa paga um euro de entrada. É apenas simbólico esse valor?
É um valor simbólico que servirá não só para controlar a bilheteira, como também será, em princípio, doado a uma instituição com mais dificuldades. É uma forma de juntarmos o útil ao agradável e ajudarmos quem mais precisa.
Em relação ao seminário de turismo, este ano o foco é nos desportos náuticos, porquê?
Faz todo o sentido. Temos a estação náutica e esta também vai ser a nossa aposta no turismo. Neste certame queremos começar a mostrar isso às pessoas e motivá-las para este este tipo de atividades.






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