Existe uma onda de pessimismo a tomar conta da grande maioria dos portugueses. Depois de alguns anos em que o país passou por uma série de transformações políticas, económicas e sociais, umas por causa da democratização e do fim do Império Colonial e outras como conseqüência da entrada na União Européia, quando tudo apontava para o progresso e para o bem-estar das populações, com a economia “de vento em popa”, os fundos comunitários a garantir a modernização das infra-estruturas, as condições de vida a melhorar progressivamente, a taxa de desemprego a cair e a internacionalização das empresas a ampliar-se, eis que, já no crepúsculo do governo de António Guterres, o cenário começou a mudar: faltou
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