A Quercus garante que na Foz do rio Tua estão a ser destruídos muros centenários, oliveiras, azinheiras, freixos, salgueiros, em plena época de nidificação de várias espécies”. Num artigo elaborado na defesa de “um património único, deixado pelos nossos antepassados”, a Quercus voltou a lembrar a importância da Linha do Tua. Projectada em 1878, levou anos a ser construída e mereceu a visita de reis, rainhas, ministros, bispos, artistas, entre outras personalidades da história do país. “É incompreensível que esteja a ser construída uma barragem desta dimensão em pleno Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, classificado pela UNESCO, entidade já formalmente informada pela Quercus”, questiona o documento da associação ambientalista.
A Quercus avisa que “ao ser construída, a barragem afectará de modo irremediável o ecossistema do Vale do Tua, último reduto de várias espécies de flora e fauna (em termos de avifauna semelhante ao Douro Internacional e ao Sabor)”. “Já em termos de quirópteros (morcegos), como é admitido no Estudo de Impacte Ambiental, ficaram muitos refúgios por conhecer, devido à sua inacessibilidade”, colocando em causa o cumprimento da Directiva Quadro da Água, por destruição da qualidade da água”.
A associação vai mais longe nas críticas e refere que a construção da barragem põe “em risco a navegabilidade do Douro”. “A perda irremediável da Linha do Tua tem impactos graves no turismo ferroviário e cultural”, e fica em causa também os últimos dois pilares de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a destruição da agricultura e do turismo”.




