Terça-feira, 16 de Junho de 2026
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Obras na Barragem com graves implicações ambientais

“Vale do Tua, até quando?”, este é o mote lançado pelo Núcleo da Quercus de Vila Real, que, mais uma vez, contesta a construção da Barragem do Tua, apontando novamente os seus alegados efeitos numa perspectiva social, ambiental e até cultural no vale do rio Tua.

A Quercus garante que na Foz do rio Tua estão a ser destruídos muros centenários, oliveiras, azinheiras, freixos, salgueiros, em plena época de nidificação de várias espécies”. Num artigo elaborado na defesa de “um património único, deixado pelos nossos antepassados”, a Quercus voltou a lembrar a importância da Linha do Tua. Projectada em 1878, levou anos a ser construída e mereceu a visita de reis, rainhas, ministros, bispos, artistas, entre outras personalidades da história do país. “É incompreensível que esteja a ser construída uma barragem desta dimensão em pleno Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, classificado pela UNESCO, entidade já formalmente informada pela Quercus”, questiona o documento da associação ambientalista.

A Quercus avisa que “ao ser construída, a barragem afectará de modo irremediável o ecossistema do Vale do Tua, último reduto de várias espécies de flora e fauna (em termos de avifauna semelhante ao Douro Internacional e ao Sabor)”. “Já em termos de quirópteros (morcegos), como é admitido no Estudo de Impacte Ambiental, ficaram muitos refúgios por conhecer, devido à sua inacessibilidade”, colocando em causa o cumprimento da Directiva Quadro da Água, por destruição da qualidade da água”.

A associação vai mais longe nas críticas e refere que a construção da barragem põe “em risco a navegabilidade do Douro”. “A perda irremediável da Linha do Tua tem impactos graves no turismo ferroviário e cultural”, e fica em causa também os últimos dois pilares de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a destruição da agricultura e do turismo”.

 


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