Apesar de estar encerrada há mais de vinte anos, o troço da linha internacional do Douro, Pocinho-Salamanca, continua a merecer atenção especial por parte de associações, instituições, movimentos, autarcas (Câmaras de Figueira de Castelo Rodrigo, Alijó, Régua, entre outras) que pugnam pela sua reabertura. Um interesse que atravessa fronteiras e se estende até à vizinha Espanha. Um exemplo saiu da iniciativa levada a cabo pela Associação de Fronteira “Todavia” que, recentemente, realizou uma acção de voluntariado para limpeza do lado de Espanha do troço entre Lumbrales e Hijonosa del Duero. Uma acção denominada “Ir de Via” que juntou dezenas de pessoas.
A “Todavia” pretende mesmo repetir a iniciativa entre Fuente de San Esteban e o Pocinho.
Por outro lado, a Associação dos Amigos do concelho de Vila Nova de Foz Côa, conhecida também como a “Foz Côa Friends”, vai realizar, já este sábado, um evento de sensibilização para chamar a atenção dos responsáveis públicos relativamente ao estado de degradação do património ferroviário, que foi literalmente abandonado ao longo da linha. Os promotores da iniciativa pretendem ainda a reabertura urgente da Linha do Douro, entre o Pocinho e Barca d’Alva.
Neste passeio pedonal pela linha de caminho-de-ferro, entre o Pocinho e a estação do Côa, deverão participar mais de duzentas pessoas O programa inclui uma visita guiada ao núcleo arqueológico neolítico da Vermelhosa, animação musical e almoço convívio partilhado, com intervenções de membros da Associação e ainda uma visita ao Museu do Côa.


