O Sport Clube de Vila Real tem um orçamento realista, para enfrentar a nova época desportiva de 2008/2009. O valor global ronda os 150 mil euros, um pouco superior ao da época passada que se fixou nos 125 mil euros. Este orçamento é o possível, atendendo às dificuldades económicas que atravessam todos os sectores de actividade. José Silva, dirigente do Vila Real, refere, com alguma mágoa, o distanciamento dos sócios e da cidade transmontana dos jogos do clube.
“A situação não é favorável, uma vez que os sócios estão desligados do clube. Atendendo às receitas que o clube tem, tivemos que fazer um orçamento muito realista e equilibrado, para conseguir ter tudo em dia, com os atletas e técnicos que trabalham no Vila Real”, sustentou aquele responsável.
A Direcção garante que este valor já está assegurado, o que vai permitir estabelecer metas objectivas para a época. Para já, o objectivo passa pela manutenção na III Divisão, mas, conforme o decorrer da época, os objectivos irão sendo ajustados.
O regresso do clube aos Campeonatos Nacionais implica maiores despesas, mas a Direcção sublinha que tem as contas controladas.
A aposta continua a ser em jogadores não profissionais, sendo todos eles amadores. Os treinos vão continuar a ser à noite, o que permite aos jogadores conciliar a sua vida profissional com a actividade desportiva. Para a Direcção, esta é a fórmula a seguir no Campeonato da III Divisão, uma vez que os recursos são parcos e é necessário apostar na semi-profissionalização e nos jovens da terra.
Quanto aos jogos de preparação, o primeiro decorreu em Viseu. No passado fim-de-semana, o Vila Real deslocou-se à cidade visiense, para defrontar o Académico local, e, apesar da derrota, pela margem mínima, os vila-realenses apresentaram já algum entrosamento, fruto da equipa ter a estrutura base da época transacta. Nestes jogos, o mais importante não são os resultados, mas, sim, analisar as condições em que se apresentam os jogadores, depois do período de férias. Durante o jogo, foram testados os vinte e dois jogadores, onze na primeira parte e os outros onze no segundo tempo. Este foi o primeiro teste, mas outros vão seguir-se, para a equipa técnica verificar posicionamentos em campo e integrar, da melhor forma, as caras novas do plantel.
Márcia Fernandes


