Às onze e trinta, a igreja da Misericórdia e o espaço em frente encheram-se de fiéis para a bênção dos ramos, donde saiu o cortejo para a Sé, indo à frente a Cruz paroquial alçada e adornada com ramos de oliveira, seguida dos escuteiros da paróquia, dos seminaristas mais velhos e da multidão de crianças, homens e mulheres. Presidiu o bispo da diocese, D. Joaquim Gonçalves, uma vez que o bispo coadjutor presidira na Régua a uma celebração semelhante.
Alguns autocarros, chegados na altura à Avenida Carvalho de Araújo, ainda proporcionaram aos seus ocupantes ocasião de fazerem memória fotográfica do cortejo litúrgico que entrou na Sé ao bater o meio dia. Três leitores – um leigo, um diácono e um presbítero -, fizeram a proclamação da Paixão. Na breve homilia, o presidente, a partir da cor encarnada do paramento do dia e da cor roxa do retábulo, sintetizou o mistério pascal de Jesus cuja narração acabava de ser proclamada: «Jesus viveu a sua vida e esta semana com uma paixão infinita de amor que lhe permitiu suportar uma paixão dolorosa e humilhante. O plano de Deus venceu o projecto humano de uma vida sem Deus. Saiu vitorioso o amor, maior que o pecado e o erro, e essa luta continua no mundo e em cada um de nós», concluiu. «O cristão é chamado a viver essa vocação no matrimónio, no sacerdócio, na vida profissional, e na vida pública. O segredo da vitória está na fidelidade à verdade e na comunhão com Jesus até ao martírio».
O coro paroquial da Sé sustentou o canto da assembleia.


