O Padre António Aires, de 38 anos, na noite de 25 de Dezembro, foi agredido e abandonado, numa estrada entre o Santuário de Nossa Senhora da Piedade e Presandães. Tudo aconteceu quando o pároco vinha ao volante do seu carro, depois da celebração da Missa do Galo, ocorrida em Sanfins do Douro, em direcção a Alijó, onde iria presidir a uma outra celebração, sendo então interceptado, na estrada, por um grupo de “três ou quatro indivíduos”. O seu carro seria também alvo da ira dos agressores que, depois de o vasculharem, partiram os vidros e provocaram várias amolgadelas.
Mesmo ferido e cambaleante, António Aires arranjou forças e conseguiu caminhar, tomando o caminho de Vilarelho (um atalho para a vila e para a sua residência) e, logo na primeira casa que encontrou, a centenas de metros de Presandães, bateu à porta, “pedindo socorro”. O seu morador, Vítor Fonseca, “ao vê-lo naquele estado”, conduziu-o, de imediato, ao Centro de Saúde de Alijó, seguindo, depois, para as urgências do Centro Hospitalar de Trás–os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, de onde sairia, por volta das 11 horas do próprio dia.
Após um período de convalescença, regressou, na tarde de Sábado, às actividades sacerdotais, em Sanfins do Douro, sendo saudado, efusivamente, na altura, pelos seus amigos e fiéis.
Para já, as autoridades ainda não encontraram os suspeitos.
As investigações, por parte da Policia Judiciária e da GNR de Alijó, continuam.
Jmcardoso





