Pagos para serem odiados

Quando um português ouve a palavra “gestor”, até se arrepia. E com razão, porque esta profissão tornou-se símbolo da incompetência, do oportunismo, da golpada, do prémio com que os partidos políticos pagam os serviços que os seus militantes lhes prestam. Por muito que se reconheça que meter tudo no mesmo saco é uma injustiça, a verdade é que o país está como está, graças à sua má gestão global, isto é, à má administração de todo o seu Estado, quer seja Governo, empresas públicas, instituições públicas, e tudo o que é público ou lá tenha algo dos nossos impostos.

Ser administrador de uma empresa estatal, é um sonho que faz perder o sono a muita gente. Lugares bem remunerados, carregados de mordomias, portadores de relevância social, e, acima de tudo, sem responsabilidades. Ao cabo e ao resto, ser administrador público é ser administrador do que é dos outros, não é a mesma coisa que ser administrador do que é nosso.

Mas, dizia eu, se a palavra “gestor” arrepia os cidadãos contribuintes, já seduz muito ambicioso que deseja passar de contribuinte a beneficiário. Ser administrador é o primeiro salto para a fortuna, um primeiro passo para muitas passagens por lugares idênticos, num carrossel onde, depois de se entrar, de se estabelecerem as ligações certas e

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

-PUB-

Se já é PREMIUM, Aceda à sua conta em

ARTIGOS do mesmo autor

NOTÍCIAS QUE PODEM SER DO SEU INTERESSE

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Notícias Mais lidas