Foi a enterrar, na Terça-feira, pelas 16 horas, no cemitério da Serrinha (Santiago), o corpo do pastor que foi alvejado com três tiros, em Vilela, na freguesia de Santiago da Ribeira de Alhariz. Tudo aconteceu, por volta das 17 horas de Domingo, quando a vítima recolhia o rebanho, no curral. A sua morte teve contornos algo violentos, como contou Jacinto Teixeira, um cunhado da vítima: “Ao que dizem, na aldeia, o Dionísio deu-lhe um tiro na perna, quando ele estava de costas, ele voltou-se e acertou-lhe na barriga e, já de joelhos, encostou a caçadeira à cabeça e disparou!”.
Razões passionais e zangas acumuladas, ao longo dos anos, poderão estar na origem deste homicídio que vitimou Flávio Machado, solteiro, de 42 anos. O autor dos disparos, Dionísio Martins, também na casa dos quarenta anos, “andou, toda a tarde, de caçadeira na mão, à espreita que o Flávio regressasse ao curral das ovelhas, para o atingir” – contou, ao Nosso Jornal, João Teixeira, um habitante de Vilela. Segundo este, “as desavenças entre os dois já vinham de França, onde ambos estiveram a trabalhar, como pedreiros, há cerca de quinze anos”. Na aldeia de Vilela e arredores, a população garante que, no agudizar do conflito entre ambos, esteve “o motivo de ciúmes, por causa de uma namorada do Flávio”. Uma versão que não conseguimos confirmar, junto dos familiares da vítima. O autor dos disparos é casado, tem filhos, é de Alvites e não granjeava de grande simpatia, em Vilela. “O homem que morreu era uma jóia de moço, o Dionísio não é tido em grande conta, bebe demais e tem mau feitio” – sublinhou João Teixeira.
Dionísio Martins encontra-se detido, no Estabelecimento Prisional de Chaves, aguardando julgamento.
Jmcardoso





