Carlos Silvestre e Cristina Rodrigues são os candidatos de Bragança pelo partido Aliança às eleições europeias. Pela primeira vez, o distrito tem dois candidatos numa lista candidata à Europa, o que, segundo Paulo Hermenegildo, presidente da Comissão Política Distrital do partido de Santana Lopes e senador da Aliança, “representa já um sinal de descentralização, em que o interior está a ser ouvido e com uma presença ativa nas listas nacionais”.
Carlos Silvestre, 19º efetivo na lista, referiu, em conferência de imprensa esta segunda feira, ter “o gosto e a honra de integrar esta lista”, agradecendo “a oportunidade que o partido está a dar a pessoas desconhecidas da vida política, também uma suas das grandes bandeiras”.
O candidato, que, tal como Cristina Rodrigues, quinta suplente, se encontra em lugar não elegível, afirma que as pessoas estão “cansadas de ver sempre os mesmos e as mesmas coisas”, sublinhando que a Aliança pretende, acima de tudo, “mudar a forma de fazer política. Esta é para o povo, pelo povo e com o povo, e não para cada um de nós”.
Ciente de que o caminho a percorrer não é fácil, pois trata-se de um partido muito novo, com “44 anos de atraso em relação a outros partidos”, Carlos Silvestre sublinha que o importante é “sabermos o que estamos a fazer, de onde estamos a partir e com quem estamos a partir. Claro que vai ser difícil, mas há que mudar a forma de estar na política e não vamos prometer nada, a não ser trabalho, seriedade, empenho e ajudar o nosso distrito e o próprio país a sair do marasmo em que entrou”.
No decorrer da conferência, Paulo Hermenegildo avançou ainda que não vai haver eleições do partido Aliança para as distritais e concelhias até às eleições legislativas “para que se possa manter a tranquilidade no próprio partido e o enfoque nos atos eleitorais”.
Uma das principais prioridades do Aliança em Bragança, cujo número de filiados tem crescido de dia para dia, será a eleição de um deputado pelo distrito à Assembleia da República e um dos desígnios que Paulo Hermenegildo irá apresentar ao próprio partido será a proposta de limitação de mandatos para os deputados. “Irei propor a limitação de mandatos para os deputados. Se esta existe para o PR, autarcas, porque não existir para os deputados? Defendo a limitação a dois mandatos por deputado, e nunca com efeitos retroativos. Quem cumpriu dois mandatos, não poderá concorrer novamente”, concluiu.






