Foi à margem da tomada de posse dos órgãos sociais da Secção Sub-Regional de Vila Real da Ordem dos Médicos que José Torres da Costa deu a sua visão sobre o atual estado da saúde no país.
Questionado pela VTM sobre a situação na região norte, o médico admitiu “algumas carências em algumas áreas”, reconhecendo que “no interior essas carências são mais evidentes”. Contudo, “no panorama geral, estamos bem”.
Já sobre a falta de médicos, José Torres da Costa é da opinião que isso não “é bem assim”, defendendo que “estão é mal distribuídos ou a realizar funções que não são da sua competência”.
“Portugal tem cerca de 64 mil médicos, o que dá uma média de 5,7 por cada mil habitantes. Somos, dos países da OCDE, o segundo com melhor rácio. Há falta de médicos? Não, o que se passa é que estão mal distribuídos e a fazer, em muitos casos, funções que não lhes compete”, explica, acrescentando que “há, sim, falta de pessoal auxiliar, pessoal administrativo e enfermeiros, o que faz com que os médicos façam esse trabalho”.
O mesmo responsável defende que “ir para a comunicação social dizer que faltam médicos e, que por isso, foram colocados mais uns quantos dá votos. Mas o mesmo não acontece se se disser que há falta de pessoal administrativo e que foram colocadas mais pessoas. Se calhar, o pessoal administrativo, muitas vezes, faz mais falta que os médicos”.
“Falta um visão menos dependente do imediatismo e do voto”, vinca.
José Torres da Costa marcou presença na tomada de posse dos órgãos sociais da Secção Sub-Regional de Vila Real da Ordem dos Médicos, liderada por Fernando Salvador.




