Os principais sintomas de pericardite incluem: dor no peito; dificuldade em respirar; palpitações; febre; cansaço; tosse persistente; edemas.
Normalmente, a dor no peito causada pela pericardite piora na posição de deitado e quando a pessoa respira profundamente ou tosse e tende a melhorar ao se sentar inclinando o tronco para frente.
As principais causas de pericardite são: infeções por microrganismos como vírus e bactérias; doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide; insuficiência renal; doenças da tiroide; traumatismos no tórax; enfarte agudo do miocárdio; uso de alguns medicamentos, como isoniazida e hidralazina; neoplasias, especialmente em caso de metástase.
Embora seja raro, a pericardite pode ser uma consequência da COVID-19 secundária à resposta inflamatória intensa do corpo para combater a infeção e à inflamação do coração provocada pelo vírus.
O risco de pericardite após a vacina da COVID-19 é baixo, sendo mais frequente em homens jovens e após a segunda dose de vacinas constituídas por mRNA, como a da Pfizer e Moderna.
O diagnóstico de pericardite é feito pelo cardiologista ou clínico geral tendo em consideração os sintomas e os resultados de exames como o eletrocardiograma e ecocardiograma.
Alguns dos principais tipos de pericardite são: Pericardite aguda: inflamação que dura < 4 a 6 semanas; Pericardite crónica: inflamação que persiste por > 3 meses; Pericardite constritiva: quando o pericárdio perde a capacidade de se “esticar” prejudicando o funcionamento do coração.
O tratamento da pericardite pode ser feito com o uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico, por até 2 semanas, e colchicina, que pode ser indicada por 3 a 6 meses.
As complicações da pericardite são mais frequentes no caso da pericardite crónica ou quando o tratamento não é feito adequadamente, podendo incluir o desenvolvimento de pericardite constritiva e tamponamento cardíaco, quando acontece a acumulação de líquido dentro da membrana que reveste o coração. As complicações da pericardite podem colocar a vida da pessoa em risco, por isso, o internamento está indicado nestes casos.




