De acordo com a autarquia, perante a previsão de chuva persistente a partir de domingo, a Proteção Civil Municipal está a monitorizar “os níveis do rio e das linhas de água, a quantidade de chuva e possíveis situações de derrocadas, inundações localizadas e problemas na circulação”.
O município pede que sejam evitadas zonas onde podem ocorrer derrocadas, que seja redobrada a atenção nas estradas e caminhos, especialmente em zonas mais estreitas ou com inclinação, que a população se afaste das zonas ribeirinhas da cidade e que reporte situações de risco às autoridades.
“Na madrugada e manhã de domingo, 1 de fevereiro, está prevista mais chuva. Ao final da tarde (a partir das 17h), uma nova tempestade começa a fazer-se sentir, com maior impacto durante a madrugada de segunda-feira, altura em que se espera chuva intensa e vento mais forte. Perante esta situação, e para prevenir problemas maiores, a gestão dos caudais do rio Douro poderá implicar descargas controladas, para evitar cheias descontroladas”, lê-se numa nota divulgada nas redes sociais do município.
De recordar que ontem, em conferência de imprensa, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) informou que até domingo as albufeiras vão “preparadas” para a próxima semana, que será “muito complicada” face à previsão de chuva em todo o território continental.
“Nestes dias vamos provocar pequenas cheias para não termos uma cheia descontrolada”, salientou o presidente da APA, adiantando que isso será feito numa gestão articulada com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil e os municípios, adiantou José Pimenta Machado.
O IPMA prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.
José Pimenta Machado admitiu que as previsões para a próxima semana são preocupantes, tendo em conta a “sequência de várias tempestades sucessivas” que têm atingido o país, assim como a situação dos solos que estão “completamente saturados” neste momento.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.




