Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

População absteve-se, no Referendo, em defesa do posto da GNR

Foi uma interrupção voluntária do voto a que os dois mil e setecentos eleitores da freguesia de Bornes de Aguiar adoptaram, no domingo. Destes, apenas votaram cento e setenta e sete e o “Sim” ganhou, com 101 votos, contra 69 do “Não”. Aliás, os passos dos muito fiéis que demandaram a Igreja de Pedras Salgadas […]

Foi uma interrupção voluntária do voto a que os dois mil e setecentos eleitores da freguesia de Bornes de Aguiar adoptaram, no domingo. Destes, apenas votaram cento e setenta e sete e o “Sim” ganhou, com 101 votos, contra 69 do “Não”. Aliás, os passos dos muito fiéis que demandaram a Igreja de Pedras Salgadas para assistirem às duas missas dominicais, desviaram–se, propositadamente, das urnas eleitorais, situadas na vila termal. Este foi o primeiro sinal da grande abstenção que varreu esta freguesia, como sinal de protesto contra a alteração de funcionamento do Quartel da GNR de Pedras Salgadas. Já durante a semana, a conversa dominante era o referendo sobre o aborto e a posição a tomar, perante o “convite” (traduzido em panfleto) dirigido às populações das sete freguesias (Bornes de Aguiar, Vreia de Bornes, Valoura, Capeludos, Bragado, Parada de Monteiros e Pensalves) do concelho de Vila Pouca de Aguiar, a fim de se absterem. E a resposta dos eleitores dos nove lugares (Pedras Salgadas, Balugas, Bornes, Vreia de Bornes, Tinhela de Baixo, Tinhela de Cima, Vila Meã, Lagobom e Rebordochão) da freguesia de Bornes de Aguiar foi inequívoca, traduzida numa abstenção de 92,32 por cento.

Este abstencionismo agradou ao Presidente da Junta de Freguesia de Bornes de Aguiar, Rui Sousa:”Foi um sinal claro e inequívoco do descontentamento que a população da freguesia manifestou, com a alteração do funcionamento do Posto da GNR de Pedras Salgadas e como a ameaça de encerramento que pende sobre ele. A Junta de Freguesia não protagonizou nem organizou qualquer campanha. Houve, sim, uma mensagem que foi passada de pessoa para pessoa. Acho que o poder político deve entender esta vontade do nosso eleitorado” – acrescentou.

 

Jmcardoso

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