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População do Pinhão sente-se insegura

As alterações no funcionamento do posto da GNR do Pinhão continuam a gerar descontentamento, nas populações. No Domingo, ocorreu mais um assalto que acabou por não se concretizar, porque o ladrão foi corrido por um popular. Porém, a sensação de insegurança é transmitida pelos seus habitantes que exigem mais vigilância e mais homens, no posto […]

As alterações no funcionamento do posto da GNR do Pinhão continuam a gerar descontentamento, nas populações. No Domingo, ocorreu mais um assalto que acabou por não se concretizar, porque o ladrão foi corrido por um popular. Porém, a sensação de insegurança é transmitida pelos seus habitantes que exigem mais vigilância e mais homens, no posto da GNR.

O assalto a um café ocorreu, por volta das 6.30 horas, no Pinhão. Na altura, um jovem, não exibindo qualquer arma, entrou, encapuzado, no estabelecimento e pediu o dinheiro que estava nas caixas registadoras, a uma empregada. Esta, “assustada”, meteu o dinheiro (cerca de 200 euros) num saco e entregou-o ao assaltante. Um popular que passava, na altura, alertado pela empregada, foi, de imediato, de encontro ao larápio.

“Dei-lhe um empurrão, largou logo o saco. Ainda tentei deitar-lhe a mão, mas não consegui!” – contou Francisco Coelho, mais conhecido como “Chico da Cacilda”.

O indivíduo entrou num carro preto que tinha uma mulher ao volante e fugiu, na direcção da ponte sobre o Douro. A empregada do café contou, ao Nosso Jornal, mais pormenores do assalto.

“Eram 6.30 horas, eu estava na copa e, pela janela, vi um vulto que pensei ser o meu marido. Quando se aproximou, verifiquei que, afinal, era uma pessoa encapuzada e vestida de negro. Pediu-me para abrir a caixa registadora, expliquei que ainda não tinha dinheiro, porque tinha acabado de abrir o bar. Perante a insistência, disse-lhe que o que tinha eram as moedas da máquina do tabaco. Ele ainda questionou a presença de uma outra registadora, mas eu disse-lhe que era só decorativa. Comecei a chamar pelo meu pai, para que ele pensasse que eu não estava sozinha. O rapaz falava português e não teve qualquer atitude agressiva. Pegou no saco e saiu. Comecei a gritar pelo Chico que estava na rua, pedindo-lhe que segurasse o homem que me estava a levar o dinheiro”.

Esta ocorrência motivou a revolta do Presidente da Junta de Freguesia do Pinhão, Pedro Perry: “Isto prova, mais uma vez, a falta de vigilância da GNR na vila e a insegurança que as populações sentem, neste momento. O posto que temos funciona só até às 17 horas e não há efectivos, para fazer patrulhamento. Tivemos um ano uma reuniões, na Administração Interna, onde nos foi dito que o posto não fechava e que haveria um reforço de efectivos. Isso não aconteceu e os ladrões sentem-se à vontade, porque sabem que não há patrulhas”.

Segundo Manuel Ferreira, proprietário do café, “há mais ou menos um mês, uma viatura esteve mal estacionada, em frente do café, durante três horas”. Os indivíduos chegaram mesmo a perguntar se, no Pinhão, havia polícia, advogados, enfim, perguntas esquisitas. Como estranhámos esta situação, a minha esposa chamou a GNR e, quando o carro de patrulha passou, o carro suspeito arrancou e não mais apareceu”.

João Guedes, habitante do Pinhão, é um dos que testemunhou outra tentativa de assalto, desta vez ao BPI.

“No mês de Fevereiro, por volta das duas da manhã, acordei com um estrondo. Vim à janela e vi um indivíduo que tinha acabado de atirar uma pedra para a montra do banco, mas só tinha conseguido estilhaçar o vidro. Peguei no telefone, para chamar a GNR, mas, pouco tempo depois, passou uma patrulha. Eles não me pediram a identificação nem a descrição dos indivíduos que nem estavam encapuzados. Aliás, nem saíram do carro. Deram uma volta pela vila, mas não encontraram ninguém. E também não informaram o gerente do Banco do que aconteceu, nem ficou nenhum agente a guardar. Fiquei eu de vigia, até de manhã, à chegada do gerente”.

Pedro Perry refere que “de Alijó ao Pinhão, a estrada é sinuosa, nunca se faz em menos de 20 minutos. Este concelho tem 300 Km2. Numa zona turística como é o Pinhão, fica complicado o tempo de espera que é dilatado, se a patrulha estiver no Norte do concelho. Nas informações da Administração Interna e do Comando da GNR há, efectivamente, um desfasamento em relação à área de intervenção do posto de Pinhão. Para a GNR, é um posto, mas, para a Administração Interna é um sub-posto. Lamentavelmente, isto tem de ser dito, estamos a começar a sentir, no Pinhão, a insegurança provocada pela falta de efectivos”.

 

 

Jmcardoso

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