O local escolhido foi o miradouro da Nª Sra. da Conceição e nem com o frio que se fez sentir a população deixou de se deslocar para exprimir a sua desilusão. “Estamos em manifestação, neste movimento cívico de vigília, pois a comunidade de Tabuaço quer fazer-se ouvir no sentido de impedir o encerramento ou a transformação do posto dos Correios de marca própria em posto concessionado, visto que não garante a qualidade nem salvaguarda o serviço público que os correios têm que prestar à nossa população”, referiu o presidente da câmara municipal, Carlos Carvalho.
Anabela Moita, uma das impulsionadoras desta vigília, referiu que idealizou esta mobilização porque “foi com muita tristeza que vi o encerramento do tribunal, das urgências do Centro de Saúde e os CTT seria mais um serviço público que iria acabar”, referiu, destacando que “a nossa terra está a ficar desertificada e achei que devia fazer qualquer coisa. Não podemos cruzar os braços e ficarmos serenos enquanto está tudo a encerrar. A nossa população é idosa, as pessoas estão muito dependentes dos CTT e achei que tinha que fazer algo pela minha terra”, realçou, não ficando indiferente às dificuldades da população tabuacense.
Para evitar o avanço do processo, a Comunidade Intermunicipal (CIM) Douro já interpôs uma providência cautelar junto do tribunal administrativo de Mirandela, no dia 10 de outubro, da qual aguardam resposta.
Enquanto não é tomada uma decisão, “temos manifestado o nosso repúdio e a nossa posição totalmente contrária a esta possível desqualificação, deste possível encerramento e deterioração do serviço que os CTT prestam. Felizmente, temos tido por parte da nossa comunidade o apoio para que todos juntos possamos contrariar mais esta machadada no que tem sido o esvaziamento do Interior do nosso país ao longo das últimas décadas”, reforçou o autarca, salientando que “vamos continuar ao lado da nossa população”.
Recorde-se que a administração dos correios tornou pública, no início do ano, a intenção de encerrar vários balcões em todo o país. Recentemente, esse dado foi agravado com a intenção de fechar portas em postos que não incorporem oferta bancária. Assim, Tabuaço faz parte dessa lista, bem como os balcões mais próximos, como Armamar, São João da Pesqueira e Penedono.
Carlos Carvalho, presidente da cm Tabuaço
“Temos manifestado o nosso repúdio e a nossa posição totalmente contrária a este encerramento ou desqualificação”
Anabela Moita, impulsionadora da vigília
“A nossa terra está a ficar desertificada e achei que devia fazer qualquer coisa. Não podemos cruzar os braços”





