RegiãoPovo ajuda dois irmãos a terem uma casa condigna

Povo ajuda dois irmãos a terem uma casa condigna

Um movimento de solidariedade está em curso, nesta freguesia do concelho, para ajudar dois irmãos que viviam em condições degradantes. A iniciativa conta com a participação da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da população local. A miséria das condições de habitabilidade de dois irmãos, residentes em S. Lourenço de Ribapinhão, tem os dias […]

Um movimento de solidariedade está em curso, nesta freguesia do concelho, para ajudar dois irmãos que viviam em condições degradantes. A iniciativa conta com a participação da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da população local.

A miséria das condições de habitabilidade de dois irmãos, residentes em S. Lourenço de Ribapinhão, tem os dias contados. Uma campanha de angariação de fundos, promovida pela Junta de Freguesia local, para a reconstrução de uma casa, está em marcha e já começa a dar os seus frutos. A velha habitação degradada foi parcialmente demolida e já está a sofrer algumas obras de recuperação, desde há dois meses para cá. Depois de pronta, vai acolher dois irmãos, um doente e quase tolhido das pernas, outro com passado presidiário, desempregado e sofrendo de algumas perturbações do foro psíquico, para que possam, ainda este ano, usufruir do imóvel.

Além do povo da freguesia, também a Câmara Municipal de Sabrosa está a colaborar nos trabalhos de beneficiação da casa. Um dos irmãos, Rogério Ribeiro, de 40 anos, padecendo de doença articular, manifestou, ao Nosso Jornal, a sua alegria, pela iniciativa em curso.

“É bom ir viver para uma casa melhor. A casa onde estava a morar era de madeira, não tinha casa de banho e o telhado estava apodrecer e a cair. O que valia eram algumas vigas, para suportar os barrotes”. Segundo o mesmo, deixou de morar, na casa, há cerca de dois meses, e, agora, vive, provisoriamente, numa outra casa, de um sobrinho, com o irmão, Adolfo”.

Rogério, mesmo com as suas limitações, “ainda vai fazendo, por vezes, o trabalho de coveiro.

“O dinheiro da pensão, de 175 euros, não dá para nada. Espero que o povo, a Junta e a Câmara continuem a ajudar-me. Sem a colaboração deles, não posso ter uma nova casa” – acrescentou.

 

Jmcardoso

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