A exemplo do que acontece no vinho do Porto, a produção de moscatel deverá registar um aumento que rondará os 15 por cento.
Segundo uma fonte da Adega Cooperativa de Favaios, a colheita deste ano terá duas “faces”. A primeira, excelente, antes do aparecimento das chuvas, com a abundância de uvas sãs e em estados de maturação adequados. E uma outra durante as chuvas da última semana, que podem influenciar a qualidade da própria colheita. Porém, como a vindima já começou há três semanas, dois terços da colheita já estava efetuada antes das chuvas. Esta situação é similar a algumas zonas de produção, nomeadamente em Sanfins do Douro, Pegarinhos e S. João da Pesqueira.
No concelho de Alijó, os maiores índices de colheita registam-se no planalto vinhateiro de Granja e Favaios. Contudo, a quantidade e qualidade poderia ser ainda maior, se os vinhedos não fossem afetados com o excesso de calor registado nos últimos meses. A vindima deverá desenrolar-se por mais 2 a 3 semanas.
Além das Adegas Cooperativas de Favaios e Sabrosa, também algumas empresas e produtores/engarrafadores assumem uma importante fatia de produção. Não é por acaso que concelho de Alijó é um dos maiores produtores de vinho moscatel do país, cujos vinhos têm sido distinguidos em vários concursos internacionais.
O moscatel do Douro distingue-se dos moscatéis da zona da Setúbal devido à casta. Aqui, na região, domina o moscatel galego, já na zona de Palmela e Setúbal é o moscatel roxo que predomina.
A Adega de Favaios foi fundada em 1952 por cerca de 100 associados, hoje tem mais de 500.




