Pavilhão Multiúsos António Saraiva
Portugal: Leitão, Joel Queirós, Gonçalo, Marinho e Bebé (G.R.); Paulinho, Pedro Cary, Arnaldo, Cardinal, Djô, Nandinho, João Matos, João Benedito (G.R.) e André Sousa (G.R.).
Selecionador: Jorge Braz.
Uzbequistão: Dilshod Irsaliev, Nodir Elivaev, Shuhrat Tojiboev, Artur Yunusov e Rustam Umarov (G.R.); Makhsud Fayzullaev, Oleg Xolmuxamed, Hurshid Tajibaev, Farkhad Abdumavlyan, Dilshod Rakhmatov, Konstantin Svridov, Humid Holmatov e Oleg Tukmakov (G.R.).
Selecionador: José Maria Pazos.
Árbitros: Eduardo Coelho (AF Aveiro), Sérgio Magalhães (AF Porto) e Raul Maia (AF Vila Real).
Cronometrista: Carlos Pereira (AF Vila Real).
“Conhecíamos a equipa pela sua qualidade e organização”, revelou Jorge Braz, selecionador do grupo das quinas que, pela primeira vez, se encontrou dentro das quatro linhas com o Uzbequistão, vencendo a partida por 5-2.
Apesar da vitória clara dos portugueses no apito final, o marcador foi inaugurado pelos visitantes, com o jogador Artur Yunusov a marcar a meio da primeira parte. A seleção portuguesa respondeu logo no minuto seguinte, igualando o marcador graças a um lance bem-sucedido de Pedro Cary. A igualdade foi desfeita ainda na primeira metade do jogo, com Gonçalo a conseguir levar a seleção nacional para o intervalo com vantagem no marcador.
Portugal entrou com mais força e velocidade na segunda parte do encontro, mas só ao final de nove minutos jogados foi possível alargar a vantagem para 3-1, um resultado que não permaneceu muito tempo no marcador, uma vez que, no mesmo minuto, Nodir Elivaev conseguiu o segundo golo do Uzbequistão.
Nos minutos seguintes, o público, que encheu o Multiúsos da Régua, testemunhou algumas investidas falhadas por parte das duas equipas até que, a dois minutos do final, João Matos finalmente conseguiu o quarto golo português.
Mesmo depois de fazer avançar o guarda-redes, a equipa visitante não foi capaz de reduzir a desvantagem, pelo contrário, quando faltavam apenas alguns segundos para o final, a opção acabou por facilitar a jogada de Leitão que, com a baliza aberta, foi mais rápido que a defesa do Uzbequistão e conseguiu alargar a vantagem para 5-2.
Classificando o encontro como “um jogo normal para início de atividade”, o selecionador reconheceu que houve “momentos menos bons” nos quais os jogadores não refletiram a “identidade da equipa”. “Falhamos algumas situações mas também houve lances muito bons”, explicou o treinador, mostrando-se satisfeito com o resultado e lembrando que os dois encontros particulares tiveram como objetivo a preparação para o mundial e a evolução da equipa.
José Maria Pazos, selecionador do Uzbequistão, considerou que foi “uma boa experiência jogar ao nível de Portugal”, reconhecendo que em muitos lances a sua equipa denunciou alguma “inexperiência” frente a uma seleção que acredita ser uma das “favoritas” no mundial.
“Foi um jogo duro. Estávamos há três meses sem competir e é preciso recuperar o ritmo”, explicou o mesmo responsável desportivo, fazendo, no entanto, um balanço muito positivo do primeiro encontro, bem como da experiência em território duriense, sendo de sublinhar que as duas seleções voltaram a jogar, desta feita no Pavilhão Municipal de Vila Real, ontem, às 18h00, ou seja, depois da hora de fecho desta edição do Nosso Jornal.
Confirmando a importância de descentralizar os jogos da seleção, Jorge Braz deixou o desejo de que a modalidade volte a ganhar ânimo na região. “Há aqui muita gente apaixonada pelo Futsal e espero que surjam novos projetos”, sublinhou o selecionador nacional, que iniciou a sua atividade enquanto treinador exatamente em Vila Real, distrito que outrora já deu cartas no futsal nacional.
Na fase de grupos do Campeonato do Mundo, que vai disputar-se entre os dias 1 e 18 de novembro, na Tailândia, Portugal vai encontrar-se com o Brasil (atual detentor do título), o Japão e a Líbia.



