A Câmara Municipal de Vila Real vai pagar dois milhões de euros de indemnização à empresa Trigere – Gestão Imobiliária, Lda., pela anulação do contrato de venda dos terrenos da Quinta do Seixo, onde, em breve, deverão começar as obras da futura Central de Camionagem.
Em comunicado, a autarquia anunciou que “o contencioso pendente no Tribunal Judicial de Vila Real, no qual a Câmara Municipal requer a anulação do contrato de venda celebrado com a Trigere – Gestão Imobiliária, Lda., foi finalmente resolvido”.
“Após várias e demoradas negociações, que se arrastam por mais de 15 anos, o processo, que envolveu um pedido de anulação da venda dos referidos terrenos, com base no facto de se terem alterado as circunstâncias em que o negócio foi celebrado, por alteração do Plano Director Municipal de Vila Real, chegou a bom porto”, reafirma a edilidade no documento divulgado no dia 28.
A proposta final de acordo, que foi levada à reunião do Executivo Camarário, no dia 22, aponta para “o reembolso dos gastos que, comprovadamente, as empresas em causa, Trigere/Tetra, tiveram com a não construção dos imóveis, inicialmente, projectados para o local, tendo sido, por isso, autorizada a celebração dos acordos judiciais nos processos pendentes”.
O futuro terminal rodoviário vai ter um “cais coberto” com capacidade para 10 autocarros, uma pequena zona comercial, uma praça de táxis e ainda um parque de estacionamento subterrâneo, com dois pisos, que terá capacidade para cerca de 150 viaturas. No mesmo terreno será ainda construído, mais a norte, um segundo parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para mais de uma centena de carros que servirá o pavilhão gimnodesportivo. Uma infra-estrutura pensada para receber competições desportivas de nível nacional e mesmo internacional (com balneários, ginásio, bar e bancadas, com capacidade para 1500 lugares sentados).
Os dois projectos a nascer, na Zona do Seixo, contam com um investimento superior a oito milhões de euros e prometem redesenhar aquela zona da cidade.




