Entretanto, a Câmara Municipal tenta mediar a situação de conflito que opõe a ARS Norte, a Misericórdia e a empresa Lusipaços, de modo a encontrar uma solução para o problema.
Os funcionários acusam a Santa Casa de Misericórdia local de falta de dialogo quanto à resolução da sua situação profissional. A Santa Casa contrapõe dizendo que os funcionários não estão sob a sua alçada mas sim da Lusipaços. No ar fica a ideia de que quando o hospital abrir, será dada preferência aos funcionários da empresa, mas dentro do perfil necessário.
O provedor da Santa Casa, Eugénio Morais, está ciente de que o hospital irá abrir nos próximos seis meses, mas sem qualquer garantia dos serviços que serão prestados à população. Esta unidade hospitalar, gerida pela Santa Casa de Misericórdia, está encerrada desde 6 de Janeiro. Por detrás desta situação, está o facto de não ter havido acordo com a ARS Norte e os 40 trabalhadores do hospital, que foram informados para gozar as suas férias, que entretanto terminaram no passado dia 9. Os funcionários estão sem receber o vencimento referente ao mês de Janeiro e vivem agora na incerteza relativamente à sua situação profissional. Toda a população está também revoltada porque não têm acesso aos cuidados de Saúde e são obrigadas a deslocar-se a Chaves ou a Mirandela.
Para tentar encontrar uma solução, a Câmara Municipal de Valpaços agendou uma reunião, para esta semana, com as partes interessadas, que poderá desbloquear o processo, mantendo os postos de trabalho e as valências do próprio hospital.
De referir ainda que, o deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, já pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde sobre a Unidade Hospitalar de Valpaços e a falta de cuidados de saúde com que se depara a população. Este parlamentar questiona o governo quanto às diligências que foram desencadeadas pelo Ministério da Saúde com vista a resolver a grave situação com que se deparam as populações de Valpaços e ainda para quando a reabertura da Unidade Hospitalar de Valpaços, e se há alguma possibilidade dos trabalhadores dessa unidade serem dispensados das suas funções.
Em caso afirmativo, o deputado deseja também saber quais os motivos que justificam essa dispensa”.



