BombeirosQuartel maior é uma necessidade

Quartel maior é uma necessidade

Não há duas sem três e no caso dos Bombeiros de Provesende o ditado aplica-se na perfeição. Depois de construído o segundo quartel, em 1981, neste momento o objetivo “é mudar” de casa pela terceira vez.

“Queremos adaptar este ou construir um novo porque, neste momento, já não responde às nossas necessidades”, explica Manuel Santos, presidente da direção. Um dos motivos é o parque de viaturas, que tem vindo a aumentar, mas “queremos, também, dar melhores condições aos nossos bombeiros”.

No caso das viaturas, o presidente destaca a aquisição, nos últimos anos, de um VFCI (Veículo Florestal de Combate a Incêndios), no valor de 175 mil euros, conseguido “com o apoio do município de Sabrosa e da Proteção Civil”, e também de uma ambulância de emergência, “paga por nós, na totalidade”. Em breve, será necessário investir mais, tendo em conta que “com a pandemia, aumentámos o número de serviços prestados, fizemos muitos quilómetros, e isso reflete-se no facto de termos viaturas de três anos com mais de 200 mil quilómetros”.

“Pagam-nos 58 cêntimos por quilómetro. É pouco, mas não podemos deixar a população sem apoio”
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Ainda no campo dos transportes, Manuel Santos admite que a crise dos combustíveis deu um rombo nas contas da Associação, “mas com ginástica tudo se consegue”. E olhando para o transporte de doentes, “pagam-nos, em média, 58 cêntimos por quilómetro, é muito pouco, mas não podemos deixar a população sem apoio. Fazemos cerca de 20 transportes por dia”.

A formação é, também, uma grande aposta. “Fazemos a maioria aqui no quartel, porque ir a Lisboa fica mais caro. Recentemente, formámos 12 tripulantes de ambulância e socorro, pagámos cinco mil euros. Era uma carência, até ao ano passado não tínhamos nenhum”.

Gerir uma instituição como esta “não é fácil”, sobretudo quando se passa de um movimento financeiro anual de 60 mil euros em 2009, ano em que assumiu a presidência, para mais 500 mil atualmente. “Grande parte dos custos é com os vencimentos”, indica, destacando terem duas Equipas de Intervenção Permanente (em 2018 não tinham nenhuma).


Pode consultar o suplemento dedicado aos bombeiros AQUI


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