Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Quase todo o território em seca severa em maio, o mais quente desde 1931

Quase todo o território de Portugal continental estava em seca severa no final de maio, o mais quente e seco dos últimos 92 anos, de acordo com o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A situação de seca meteorológica agravou-se em todo o território no final de maio com um aumento muito significativo da área em seca severa, estando agora 97%, quando em abril estava nos 4,3%, segundo o índice meteorológico de seca (PDSI).

No último dia do mês de maio, 97,1% estava em seca severa, 1,5 em seca moderada e 1,4 em seca extrema.

No final de abril, 8,5% de Portugal Continental estava em seca fraca e 4,3% em seca severa. Não se registava seca extrema.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA indica que o mês de maio classificou-se como extremamente quente e muito seco, sendo o mais quente dos últimos 92 anos.

O valor médio da temperatura média (19,19 graus Celsius) foi muito superior ao normal no período de referência (1971-2000), uma anomalia de +3,47 graus.

Já o valor médio de temperatura máxima do ar (25,87 graus), foi no final de maio o mais alto desde 1931, com uma anomalia de +4,91 graus.

Também o valor médio de temperatura mínima do ar (12,52 graus), foi muito superior ao normal, +2,02 graus, sendo o 3.º mais alto desde 1931 (mais altos em 2011 e 2020).

O instituto destaca que o dia 21 de maio foi caracterizado por temperaturas do ar muito elevadas, sendo que em 20% das estações meteorológicas o valor máximo da temperatura do ar foi registado em período noturno, entre as 00:00 e as 08:00.

No que diz respeito à quantidade de precipitação em maio (8,9 milímetros), o IPMA refere que foi muito inferior ao valor normal 1971-2000, correspondendo a apenas 13%.

No final de maio verificou-se uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território sendo de realçar a região do interior Norte e Centro, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, onde se verificam valores de percentagem inferiores a 20 %.

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