Terça-feira, 16 de Junho de 2026
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Quebra de produção de azeite pode chegar aos 15 por cento

Este ano, a colheita de azeitona na região transmontana deverá ter uma redução entre os 10 e 15 por cento em comparação com o ano anterior. Segundo a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, apesar deste constrangimento, há a expectativa da qualidade do azeite ser óptima. Neste momento, já se iniciou a apanha da azeitona que se deverá prolongar até Janeiro.

Menos azeite, mas de boa qualidade. Esta e a previsão de Francisco Pavão, da AOTAD, avançada ao Nosso Jornal, numa primeira antevisão daquilo que será a colheita de azeitona na safra deste ano. “A perca de produção ronda um intervalo de 10 a 15 por cento, devido à seca que se verificou. O fruto tem um tamanho reduzido devido ao muito calor que se fez sentir na altura da floração, já que não houve água para a hidratação da azeitona”.

Na região transmontana, os concelhos onde a área média de olival é maior são os de Alfândega da Fé com 3,77 ha, Mirandela com 3,4 ha e Freixo de Espada à Cinta com 3,1 ha. O sector do azeite é muito importante para a nossa economia, onde Trás-os-Montes tem um papel fulcral. Em 2010, o sector do azeite totalizou 156 milhões de euros, representando 8,2% das exportações nacionais de bens alimentares. Com um total de 46,5 toneladas exportadas, no mesmo período, o azeite tem como principais destinos de exportação o Brasil (63,4%), Angola (9%), Espanha (8%), Venezuela (6%), EUA (5%) e Cabo Verde (3,5%).

Em 2009, trabalhavam no sector do azeite 454 empresas, que representavam 4,4% das empresas da indústria da alimentação. Neste mesmo sector, trabalhavam 1400 pessoas, representando 1,5% do emprego da indústria da alimentação.


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