Sexta-feira, 13 de Março de 2026
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Entrevista“Queremos comemorar em festa esta 40ª edição”

“Queremos comemorar em festa esta 40ª edição”

Uma data redonda obriga a uma maior aposta na programação, com artistas reconhecidos e internacionais. O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues explica que esta edição traz também novidades, com o intuito de projetar o certame para o futuro

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Esta é a quadragésima edição da Feira de São Pedro, vai ser, por isso, também uma edição especial?

Sim, é um ano comemorativo. São quatro décadas e, de facto, nós gostaríamos que este 40.º aniversário fosse um ano de mudança, de transição. Mudar um pouco o figurino da feira tradicional. Historicamente, houve uma evolução muito grande, começou por haver uma festa dos segadores e foi na sequência dessa festa que se chegou à Feira de São Pedro, que tinha o intuito de se transformar numa feira que tivesse todas as vertentes do concelho: comercial e industrial. Foi uma feira pujante, que se conseguiu aguentar ao longo destas quatro décadas, no entanto, é um modelo que, podemos dizer, já está ultrapassado.
Por isso mesmo, temos querido alterar um pouco o figurino, este ano com o Aqua Summit, e tentamos ter como parceiros instituições de caráter tecnológico, com veia inovadora, empreendedorismo em todas as áreas, mas também a academia regional. Queremos usar o tema da água para, de facto, dar uma outra roupagem à Feira.
Decidimos criar este ano, também, um espaço atrativo para a juventude, dedicado ao gaming.

Vamos ainda integrar este ano, no último dia, a agricultura, com a festa dos agricultores. E a moda também estará presente, com uma noite de moda. Mantemos tudo o resto. Os expositores de artesanato, comerciantes de máquinas agrícolas e automóveis, agroindústria e transformação de produtos endógenos, de serviços e turismo. Temos todas as áreas, tentamos ser o mais abrangentes possível.Depois temos um excelente cartaz, com nomes sonantes, uma forma de comemorar os 40 anos da Feira, trazendo um sinal também à população e a quem nos visita de que queremos comemorar em festa esta 40ª edição.

A Daniela Mercury, os saudosos Gypsy Kings, os Calema, que agora estão muito na berra, o Emanuel, e para a juventude os Wet Bad Gang. Enfim, acho que temos um cartaz simpático e também diversificado.

O investimento este ano é maior?

É, francamente, maior. São pelo menos 450 mil euros.

Quais são as expectativas, tendo em conta o cartaz e o investimento?

Pelo entusiasmo que temos vindo a observar, acredito que possamos talvez dobrar a afluência que tivemos no ano passado, que foi de 20 a 24 mil pessoas.

Terá também mais dias que outras edições. Porquê esta opção?

Alterámos o figurino em anteriores edições, o ano passado já foi uma semana, porque temos expositores que preferem ter uma semana para poder rentabilizar o facto de virem de longe. Por isso, já tivemos os dois formatos, com quatro, cinco dias e agora voltamos à semana. Eram os 40 anos e nós gostávamos de fazer uma boa feira.

Este certame afirmou–se na região como uma importante feira económica…

Aliás, foi a única que sobreviveu, ao longo destes anos todos, no distrito, com estas características, porque havia a Reginorte em Mirandela, que acabou, em Bragança também houve feiras grandes que terminaram. Esta foi a única que sobreviveu e, portanto, temos que a segurar.

E o que fez com que ela se mantivesse?

Talvez a diversificação de áreas expositivas, ser muito abrangente, pela época também.
Enquanto as outras eram feiras temáticas, esta associa a festa religiosa à feira comercial.

Atualmente, qual o impacto para Macedo e para região?

Se considerarmos os expositores, as oportunidades do negócio que há, que são imensas, as dormidas durante todo este tempo, mais a restauração, isto faz mexer a economia local. Nós temos cerca de mil camas disponíveis, em Macedo, mas normalmente são ocupados também alojamentos em Alfândega da Fé, Bragança e Mirandela. Portanto, isto mexe um pouco com a economia da região, não é só em Macedo de Cavaleiros.

A intenção de intervencionar o pavilhão multiusos permitirá ter mais expositores?

O nosso maior investimento, nos próximos anos, será o pavilhão multiusos, com a ampliação das duas naves para mais um módulo. Espero poder avançar essa obra ainda este ano, ou no início do ano que vem. Tem financiamento aprovado, e andará nos 4,5 milhões de euros. Com três naves já poderemos albergar, noutras condições, muito mais expositores. Dos atuais 140 podemos pensar atingir os 200.

Aponta a 40.ª como um ponto de viragem. Sendo assim, para o futuro, o que se pode esperar desta feira?

Uma aposta maior na inovação. De facto, temos que nos virar para essa área, uma área diferente, e que se torne atrativa para os jovens, porque é neles que temos que pensar. O gaming é uma forma de trazer crianças e jovens, e também adultos, porque os há aficionados do gaming.

 

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