Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021
©Elsa Nibra

“Quero fazer de Sabrosa um concelho feliz”

Helena Lapa fez história nas últimas eleições autárquicas ao ser a primeira mulher eleita presidente de câmara não só em Sabrosa, mas também no distrito de Vila Real.

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Fale-nos um pouco do seu percurso até aos dias de hoje.

Eu nasci em Sabrosa, em 1963, sou licenciada em história, trabalhei no Crédito Agrícola como gerente em vários balcões da região e isso fez-me conhecer bem o território. Estive sempre ligada ao associativismo em Sabrosa, nomeadamente na APPACDM, da qual sou presidente, fui membro do Concelho Geral do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, comissária da Comissão Alargada da CCPJ, secretária da direção da Associação Douro Histórico e presidente do Conselho Fiscal da UDIPSS (União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social).

Experiência de liderança não lhe falta…

Não (risos) e estamos a falar de instituições ligadas à região, o que me dá uma boa bagagem.

E como chegou à política?

O interesse já vem de longe, mas, em termos concretos, só comecei a fazer uma participação ativa no mandato 2009-2013, em que fiz parte do executivo, mas com funções não executivas. Depois, quando o presidente José Marques saiu para assumir o cargo de presidente na Estrutura de Missão, eu estava posicionada em quarto lugar e acabei por assumir funções executivas, durante cerca de oito meses. Penso que foi aí que se deu o clique, mas nunca com a pretensão da presidência.

Certo é que chegou a presidente e acabou por fazer história, ao ser a primeira mulher eleita presidente de câmara. É uma grande responsabilidade?

Sim, claro que é. Quando me perguntam qual é o sentimento, eu digo sempre que é um orgulho, como é óbvio, mas é também uma enorme responsabilidade. Mas, acima de tudo, traduz uma grande preocupação, porque faz-nos pensar no porquê de, em tantos anos de democracia, as mulheres nunca se terem afirmado para a assumir cargos desta natureza. Este cargo exige uma disponibilidade total, praticamente não existe vida privada, e até entendo que uma mulher, com filhos pequenos, tenha essa dificuldade.

Mas foi eleita sem maioria. Como é que vai ser governar dessa forma? Que estratégia vai adotar?

Eu sou uma mulher de diálogo e entendo que só quando se esgota o diálogo é que temos de tomar outra atitude e postura.

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